quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Agiota Oficial do Brasil

No início do ano tomei de empréstimo no Banco do Brasil R$ 1000,00 reais, mas tive a infelicidade de perder o emprego e amargar oito meses sem trabalho o que era R$ 1000,00 virou mais de R$ 2000,00.
Assim que voltei a trabalhar há exatos dois meses fui ao banco e renegociei minha divida, parcelei em sete prestações de R$ 365,00 reais, não me preocupei com os juros, queria apenas pagar o que devia, mas para minha surpresa ao depositar R$ 500,00 reais em minha conta não tive troco o banco cobrou além dos juros inúmeras taxas. Senti-me roubado, humilhado por um banco público que deveria justamente dá o bom exemplo e não se igualar a tantos outros bancos agiotas.
O Banco do Brasil não pertence ao povo desse país, isso é conversa fiada, pertence ao Estado brasileiro que rouba e saqueia não só os sonhos do povo, mas o bolso. Há os canalhas que roubam nosso dinheiro com seus esquemas de corrupção e há bancos que saqueiam cidadão de bem.
Para onde vai tanto dinheiro? Alguém já viu a prestação de contas de um Banco Público? Que destino é dado ao lucro formidável do Banco do Brasil?
Estou de saco cheio dessa gente vendida como santos pela pena de marqueteiros, essa gente que não nos respeita.
País agiota, mutilador de sonhos, governo cretino. Os famigerados times de futebol do Brasil deram o calote na previdência social e o que faz o governo? Cria uma loteria só para eles, as empreiteiras não recolhem INSS e o que faz o governo? Empresta nosso dinheiro através do BNDS, empréstimo que nunca serão pagos.
Quanto mais se é honesto neste país, mas se é roubado, descartado e jogado na vala comum dos otários de plantão permanente.
Espertas são elas as empreiteiras que roubam, superfaturam obras públicas e explodem metrôs e matam como aconteceu em São Paulo, espertos são eles, os santinhos do poder, que de longe dos seus gabinetes dizem que temos uma vida feliz.
Mil pragas a esses miseráveis de ambição sem limites, aos economistas do governo que criam essas misérias para sangrar, sangrar ao máximo o pouco que temos.
Mil pragas ao congresso nacional que não faz porra nenhum para nos ajudar, mil pragas ao presidente, não queremos suas esmolas sociais, queremos emprego de verdade, inclusão de verdade.
Sei que em nada via adiantar o que escrevo aqui, se não pagar minha dívida vou para o SPC OU SERASA e não conseguirei crédito algum nem para comprar um pacote de amendoim para matar a fome.
Mesmo assim... Mil pragas aos senhores estômagos de todos os governos, tomara que quanto estiverem jantando seus pratos nobres se engasguem e morram...miseráveis.
Pior que os bandidos de rua é a delinquência oficial do governo... Agradeço a solidariedade dos funcionários da agência do banco do Brasil da minha cidade, os funcionários das agências também sofrem ganhando um salário minúsculo diante aos lucros extraordinários dos banqueiros, lucros roubado do nosso trabalho.
O banqueiro agiota do Banco do Brasil é o governo... Reclamar com quem? Essa canalha federal é muda e surda para o óbvio: são eles nossos terroristas e assassinos que burocraticamente nos envenena os sonhos e nos leva a alegria de acreditar que um dia esse país será um país livres dessa corja, em verdade o Brasil é um grande país administrado por homens e mulheres menores.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Nem sim, nem não, talvez por enquanto

Há uma piada espanhola que diz: “cinco judeus ilustres definiram os rumos da humanidade. Primeiro Moisés, tudo é lei. Depois Jesus, tudo é amor, veio então Freud, tudo é sexo, logo depois Marx tudo é dinheiro e finalmente Einstein, tudo é relativo”.
Não esqueçamos que o texto acima é uma piada e se apropria superficialmente do pensamento desses ilustres senhores, mas é inegável uma certa lógica em seu humor e recortes, sobretudo no “ tudo é relativo” de Einstein.
Com a ideia de Einstein o mundo passou a viver sobre o relativismo dos sentimentos, não só de poder, mas no dia dia e corrida pela liberdades individuais. Depois disso a ideia de alguém propriedade de outro alguém passou a ser severamente questionada.
Talvez isso explique como um físico nuclear tornou-se uma das figuras mais pops do século passado, embora pouca gente saiba que diabos signifique E=mc².
A verdade não é mais vista como algo universal e a ideia de inteligências superiores também não. Falamos de múltiplas inteligências e em convivência de contrastes. Claro que poderosos de plantão não gostaram dessa ideia, isso porque o poder é soma e nunca divisão, controle e nunca liberdade, pragmatismo e nunca idealismo.
Platão em seu Mito da Caverna já nos dá uma bela imagem de pessoas que tomam algo como verdade universal e única e aquela que desafia essa verdade, o que Einstein fez foi cientificar um antigo pensamento filosófico a qual totalitarismo e avanço social não são ideia que possam viver em harmonia.
Do amor a política, da miséria a fortuna, da paixão ao ceticismo nada mais é assim porque é ou definitivo porque Deus assim o quis.
Lembrando que as ideia de Einstein no campo da física nos possibilita hoje comermos pipocas no microondas, mas também nos legou a bomba atômica, nada é perfeito, tudo continua sendo relativo.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A justiça e o Bordel Brasil-para alguns


Pior que um ladrão a jurar santidade é um ladrão roubado por outro que por isso vira oposição ao sistema criminoso que ajudou a criar. Bandidos diplomados e poderosos como José Arruda, governador de Brasília, geralmente ganham da justiça uma anomalia do direito chamada de “delação premiada” e ficam impunes pelos crimes cometidos, no máximo renunciam ao mandato e voltam em pouco tempo as hastes do poder com a bênção e solidariedade da justiça e a cumplicidade criminosa dos seus eleitores.
Lúcio Flávio há muito disse que “bandido é bandido e polícia é polícia”, Lúcio Flávio foi um bandido romântico, mas nem por isso menos facínora, romântico por acreditar que a instituição policial estava distante do universo criminoso que ele vivia e em sua frase nos diz da impossibilidade dessa instituição um dia ser criminosa.
Nos dias de hoje bandido por ser polícia, promotor, juiz ou governador da capital federal de um país.
A justiça brasileira vive de sugar o sangue dos mais fracos, geralmente pegos para cristo, pessoas pobres e negras, por exemplo, são julgadas mais pela sua classe social do que por algum crime que eventualmente possam ter cometido. Para pessoas assim o Estado utiliza seu aparato de repressão e vai fazendo sua limpeza ética criminosa.
Cadê os assassinos do índio Galdino em Brasília? Os canalhas que espancaram uma mulher em um ponto de ônibus no Rio de Janeiro e alegaram em defesa que só fizeram aquilo porque pesaram que ela fosse uma prostituta? Cadê os assassinos de um homossexual em São Paulo e deixaram marcados no seu corpo símbolos nazistas?
Em Santo Amaro-Ba o Ministério Público Federal acusou o atual prefeito da cidade de ter superfaturado todas as obras em andamento no município, acusou, mas até agora a justiça não tomou posição alguma. Fui secretário da Educação em Santo Amaro deixei o cargo com apenas três meses ao descobri que o prefeito desejava utilizar verbas públicas do FUDEB para fins criminosos, denúncias foram feitas e a justiça? Ah!! justiça....
Esse é o brasil um país muito perigoso para quem é Brasileiro.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Na cama com Mary Flay


Uma trepada bem gostosa pode até ser o começo de um relacionamento um pouquinho além dos deliciosos segundos do orgasmo, no entanto, não será o suficiente para um caminho afetivo a dois.
O amor se revela aos poucos, o sexo exige resposta imediata, o amor pede para envelhecer, o sexo queira ou não é o ideal máximo de prazer qual só a juventude permite, o amor é comer sal junto com quem amamos. Sexo não suporta pobreza.
O amor pode até nascer na cama, mas não vai ficar muito tempo deitado nela. Se não for temperado com cumplicidade, amizade, planejamento de vida e solidariedade, tenha certeza: vai se pular não só fora da cama como da vida dos corações ilusoriamente apaixonados.
O sexo só si basta, o amor só si permite na comunhão de dois ideais de vida, o sexo é o encontro bêbado no sábado à noite. Dinheiro comprar companhia e diversão, não por acaso a moeda mais barata e vulgar das madrugadas é o sexo, mas se você quiser amar, tenha certeza o amor é do tipo que ainda espera flores.
O roçar da língua no sexo do outro, a saliva a escorrer pela pele quente, o desespero para tirar a roupa do parceiro como se o mundo fosse acabar no instante seguinte, os dedos invadindo tudo que de prazer pode o outro corpo oferecer.
O vai e vem do meter e tirar no quente que do outro é prazer. Gemidos quase sussurrados em segredo na cumplicidade do tudo é permitido entre quatro paredes, dois corpos se auto-devorando desejando um invadir o outro, o fim gostoso de quem sabe e permite-se ao prazer.
Imagine isso se ao final quando tudo for calma e contentamento surgir um diálogo que vá além do “foi bom para você?” Aí meu bem você ganhou na Mega-Sena e saber por quê? Por ter conseguindo sexo é amor na mesma criatura.
Se você é do tipo que sofre por amor, acorde!!!! No mundo há milhões de pessoas a esperar por alguém que não só as façam gozar, mas que as amem. Nada de ficar sofrendo por alguém que se foi. Viver a saudade por alguém que não nos merecer é morrer para si mesmo, perder a oportunidade de viver outras tantas histórias e uma tolice.
Se foi bom o passado, melhor será o futuro!!!!!
Não digo “eu te amo” a qualquer pessoa, é uma frase muito séria para ser vulgarizada, por isso amo pouco, espero... Não tenho presa... Afinal “sentimental eu sou, eu sou demais”.
Ps-Texto dedicado a Mary Flay riponga argentina que encontrei domingo no Rio Vermelho em Salvador e pregava o sexo livre e que liberdade.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O maior atentado contra a humanidade


O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad errou muito em negar o holocausto contra o povo judeu, mas acertou e muito quando defende um Estado livre e soberano para o povo palestino.
O exército de Israel pouco a pouco vai fazendo com o povo palestino o que o exército de Adolf Hitler fez com o povo judeu. O exército invasor israelense vai expulsando de sua terra crianças, idosos, mulheres e matando os homens jovens.
O povo de Israel tem todo o direito a um Estado próprio e soberano, mas não tem o direito de promover um holocausto contra um povo que nem exército tem e se defende com pedras, se explodem no desespero de atos de defesa suicidas.
Porém o maior ataque terrorista contra a humanidade não foi a tragédia do holocausto judeu, nem o 11 de setembro nos Estados Unidos, nem as bombas de Hiroxima e Nagasáqui, nem o vergonhoso tráfego negreiro. O maior atentado terrorista contra a humanidade foi o extermínio das mais diversas etnias indígenas do continente americano.
O extermínio dos povos indígenas não foi registrado por jornais ou revistas, claro aconteceu em uma época obscura da humanidade, mas nem por isso deve-se ignora-lo, aconteceu e foi uma tragédia sem precedentes, pois condenou a extinção diversas culturas e etnias.
No Brasil o extermino dos índios se deu pelos bacamartes portugueses, no restante da América do sul e central pela fúria espanhola em busca das riquezas do continente e na América do norte primeiro pelos ingleses e depois pelos estadunidenses.
Onde estão os Guaranis, Pankararu, Tupis, Maias, Incas e Astecas? E tantos outros povos que viviam por aqui na América? Mortos pela civilização assassina dos povos europeus e depois pelos povos colonizados da própria América.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não viver só para si


Em 2008 quando publiquei pela Laetitia Editore o meu livro – Os deuses não são socialistas- dediquei um capítulo a uma ideia: “não viver só para si”. Não é uma ideia mística ou política é um argumento que aponta para um caminho o qual se percorrido nos levará a um encontro feliz com nossa dignidade humana que me parece anda meio adormecida nos escombros do nosso egoísmo.
Como seria uma sociedade a qual não se vive só para si? Não seria criado um grupo, não teríamos lideres, não se arrecadaria fundos, não seriamos nem da turma de Michael Alexandrovich Bakunin, de Marx ou do Adam Smith. Nem uma sociedade como a conhecemos existiria .
Seriamos nós, cada um com suas possibilidades em seu lugar, sua rotina fazendo a diferença em pequenas e quase invisíveis ações.
Adotaríamos uma visão de mundo não egocêntrica, não centralizada em si mesma. Um dia ao sair de casa dei bom dia a um gari, resposta dela: “Não estou acostumada com “bom dias” às vezes penso que sou invisível. Quem adota não viver só para si mesmo busca evitar torna-se invisível ou perder a capacidade de enxergar o outro como ele é: gente.
Não viver só para si não é fazer caridade ou altruísmo para si sentir bem, antes de tudo é ter consciência o quanto nossa existência, queiramos ou não, não é algo individual, singular ou encarcerada em si mesma. Viver é antes de tudo nos reconhecer na compaixão do outro e nunca na sua pena ou dele sentir pena.
Em sua casa, com teus amigos, no seu trabalho busque fazer a diferença em pequenas coisas, na delicadeza, na aula gratuita a uma pessoa não alfabetizada, na oportunidade oferecida a quem tem condições exercer uma função a qual se disponibiliza atuar.
Nosso autoelogio pouco importa se o outro não nos reconhece como pessoas valorosas. Não há santo de si mesmo. Fernando Pessoa escreveu que gênios que sonhos para si mesmos são loucos, há muitos desses loucos por aí tornando nossas vidas um inferno.
Em uma canção de Maria Lima o resumo desse texto: “Você me abre os braços e a gente faz um país”
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A foto que ilustra esse artigo é do profeta Gentileza que viveu e morreu no Rio de Janeiro

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mary Quant


Em 1965 Mary Quant criou a minissaia, não apenas para realçar o erotismo feminino. Feminista, Mary tinha consciência o quanto à minissaia representava um importante símbolo de afirmação dos direitos civis das mulheres.
Engana-se quem pensa que Mary Quant e suas colegas de geração queriam promover uma guerra dos sexos ou chocar por chocar a sociedade conservadora e machista da época, seriam tolas demais se assim pensassem.
A causa que defendiam era nobre e não uma disputa de “quem sabe mais o homem ou a mulher” realizada em um programa domingueiro. A mulher até então simplesmente não existia além da condição a qual lhe fora imposta: objeto sexual, do lar, penduricalho para ser apresentado em reuniões familiares. Era contra tudo isso que se lutava.
Nos dias de hoje o tráfico internacional de mulheres é um dos “negócios” mais lucrativos do planeta e a mulher brasileira parte importante na renda de criminosos do mundo todo que atuam nesse crime.
Outro dia vi uma cena constrangedora no porto do Rio de Janeiro, um grupo de mulheres seminuas saudava “turistas” que desembarcavam para, segundo o guia “um final de semana emocionante com as mulheres mais lindas do Rio de Janeiro”. A cena foi constrangedora para mim porque no imaginário do mundo o nosso país é o lugar do sexo fácil e o maior exportador de prostitutas para todos os continentes do mundo, sobre tudo para a Europa.
Nos dia de hoje Mary Quant não teria sucesso com sua bandeira de igualdade de oportunidades independente do sexo, da rebeldia que a minissaia pregava só ficou e sobreviveu o erotismo.
Ontem na horrorosa novela “Viver a vida” escrita pelo dublê de escritor Manuel Carlos uma personagem negra caiu de joelhos aos pés de uma personagem branca quando esta lhe chamou de assassina por ter abortado e ainda ser apontada como responsável por um acidente o qual vitimara uma jovem mesmo sem ter ela culpa alguma, além de ficar de joelhos, a Helena, nome da personagem, pediu perdão a senhora branca que a esbofeteou.
A cena lembrou a rotina das senzalas e casa grande quando a branca altiva jogava na negra escrava a culpa por suas misérias. Esse foi o presente de Manuel Carlos e da Rede Globo a mulher negra as vésperas do 20 de novembro, dia da consciência negra.
A cena não quis em momento algum discutir racismo ou outro tema mais profundo, quis simplesmente humilhar a personagem negra. Se Mary Quant assistisse a cena morreria de vergonha da atriz negra que aceitou fazer um papel ridículo e vazio de arte, mas cheio de simbolismo do pensamento do autor e da Rede Globo sobre a mulher negra e de não menos pena da mulher branca de talento duvidoso, mas que soube imprimir direitinho os créditos dos seus patrões à cena.
Certo é: negra ou branca a mulher ainda tem muito que conquistar na política, nas artes na afirmação da feminilidade, na busca por igualdade de oportunidade, nas busca por equiparação salarial, mas muito já se conquistou... E tenho certeza, há mais Mary Quant por aí do que Helenas aguadas e vazias de si.
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