Cores do meu mundo!

Foto: Herculano Neto
O poeta não é a civilização, o poeta é a realidade que cria para si mesmo. Por isso mesmo reis, filósofos, religiosos e políticos sempre expulsaram os poetas dos seus reinos de tiranias.
O poeta é o dedo sujo que aponta para seu coração e desdenha dos desejos estúpidos da uma humanidade ridícula.
O único partido do poeta é a galhardia!!!
Seres da noite: Prostitutas, ladrões, vândalos, donzelos e rufiões, padres fornicadores e santos, bêbados, solitários, vermes da madrugada, silêncio, medo e riso.
Quem nunca cruzou com o poeta e suas mariposas?
No Brasil as universidades, os cursos de letras são o sepulcro no qual tentam enterra os poetas, mas poetas são degenerados e comem terra na beira do abismo literário das universidades.
O poeta é um ser da noite, da noite do dia “eu ando de passo leve para não acordar o dia, sou da noite a companheira mais fiel que ela queria” cantou Raul Seixas, que nunca foi poeta, mas era da noite, tinha a carne verminosa de flor em pétala de poesias.
Eu como madrugueiro ofereço meu corpo a putaria da vida, os crimes de uma vida feliz.
Poesia, poesia, poesia que me fez de mim o homem feliz que sou. Poesia minha: Palavra minha, minha palavra semi-analfabeta, por isso mesmo feliz, quão belo são seus ritos de alegria e trovoadas.
O tempo é agora, quem inventou o passado negava-se ao presente, quem inventou o futuro teme mudar o agora.
Eu gosto do poder da palavra, da farsa que a poesia leva e vive, de como o poeta faz da vida dos desgraçados o medo e cor do sal.
Palhaços vibram em única corda de sol e fim de ritos. Eu, profundamente eu, me despedaço em mil farsas em mim imundas farsas.
A única realidade da vida é a farsa. Mentirosos do mundo do uni-vos!!!!
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