“O gato preto cruzou a estrada” e lá no mais azul de mim nunca mais esqueci aqueles caras de rosto preto, tão preto e até com um certo “ sorriso incolor” Se um João escreve para além mar , mas, também escreve para os meus sertões e minhas veias cactos nunca mais foram as mesmas.
Mas “que fim levaram todas as flores?” ao certo a rainha louca não gosta de ninguém que não fosse o seu espelho de refletidas repetições.
Eu que nunca sou do bem, mas nunca fui do mal, me apavoro porque “jurei mentiras” nunca me preocupei com a solidão de ser de mim o que sempre nunca fui. Eu rodo, rodo no rondó de um Bandeira descoberto por um tal João.
“replante a vida” porque “ contudo” você só será feliz se afogado nos prazeres viver.
Todo mundo é no fundo, assim assado, secos & molhados. Como as andorinhas mortas em pauta de metal por causa de uma clave de metal sem graça que certa bomba fez explodir nos corações em deleite.
Eu me lembro de mim na certeza das nossas manhãs, deve sim o caminho ser sempre aberto ao que amam.
Só os safados dançam, só os que têm plástico entre as pernas agem normalmente mal.
Não adianta cantar canções para o nosso amor, não adianta não. Porque todas já foram cantadas. Eu te pergunto. Vai voltar às andorinhas mortas? Os carnavais centrais, e os palácios vermelhos?
Somos todos pretos, tão pretos, com nossos sorrisos incolores e nossas barbas de arames amarelados, mas sempre, sempre... Assim na vida, meio seco, molhado.
ediney-santana@bol.com.br
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