Pular para o conteúdo principal

To Sir, With Love


“Ao Mestre com carinho” foi lançado em 1966. O filme conta a história do “professor” Mark Thackeray, interpretado por Sidney Poitier. Mark é um engenheiro que por estar sem emprego resolver atuar como professor no bairro operário de East End subúrbio de Londres.
O professor encontrar uma escola com professores desmotivados e alunos aptos a tudo menos a aprender alguma coisa. O professor Mark utiliza uma única pedagogia para enfrentar seus alunos “rebeldes”: A intolerância a qualquer ação dos alunos que não seja a ação de aprender.
O professor é enérgico e para alguns críticos, enérgico até demais. O fato é que o filme é de uma beleza comovente, tanto na fotografia sombria que retrata muito bem a Londres dos anos de 1960, como bela belíssima trilha sonora e pela atuação de todo o elenco.
Os problemas enfrentados pelo professor Mark não diferem muito dos problemas enfrentados pelos professores e professoras das nossas cidades e zonas rurais:
Colegas sem motivação, alunos mais aptos a ter informação que conhecimento, programas educacionais feitos para não acontecer e a figura do professor cada vez mais intimidade e sem representatividade.
No filme o Professor Mark tem sucesso, os seus alunos e alunas aprendem que não há rebeldia sem causa, o professor também aprende que seus alunos e alunas não eram desajustados ou não tinham chance alguma para o enfrentamento aos problemas da vida.
O professor aprende que assim como ele (mesmo sendo formado) não conseguia emprego os seus alunos de um pobre bairro operário, mesmo sendo brancos, não teriam muitas chances na vida. A exclusão social que o filme aborda foca a questão racial (Mark é negro) e desembarca também nas questões financeira.
A cena que mais gosto é a última quando Mark está arrumando suas coisas depois da formatura, um novo aluno chega e ri dele, neste momento Mark faz uma escolha pessoal: Ser professor para sempre.
ediney-santana@bol.com.br
http://edineysantana.zip.net

Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

Livros. Bendita seja minha mãe que aos livros me apresentou, benditos livros que não me tornaram parte do lado doce da vida, mas também não me deixaram afundar no lodo existencial.  Bendita sejam todos letrados ou iletrados, benditos sejam os olhos "cegos" do meu pai que foram os guias dos meus passos, bendita seja cada letra do alfabeto, cada virgula, ponto, travessão, exclamação, dois pontos para me levarem ao mundo sem dor. Benditos sejam os anjos das vogais, os doutos das consoantes, Bendita seja minha professora Norma e sua doce alegria que na minha adolescência me mostrou a poesia da gramática, bendito seja meu professor Anchieta Nery  que me disse:  -Você é poeta. Bendita seja a noite, a sempre noite das minhas insônias, as tristezas amigas, o espelho que não me reflete, bendita seja a fé que não tenho,  esteja comigo para que na hora da minha morte eu não sofra o que já sofri pelas horas da vida. Benditos sejam os amores,  paixões,  verdades,incertezas da vida, gran…

A onda da mediocridade

Não acredite nesta história de "onda azul ou vermelha". Frases como essas foram criadas por empresas de propagandas, elas querem convencer você a votar da mesma maneira que nos induzem a comprar tal marca de cigarros ou cervejas. Essas empresas de publicidade não estão preocupadas com sua cidade ou sua felicidade, querem que você descida pela emoção, enquanto você ataca com sua emoção quem defende a "onda azul" ou quem defende a "onda vermelha", criando um clima de justiçamento político não enxerga o óbvio: as mentiras que são contadas, inventadas para que você se sinta bem estando de um lado ou outro, para que você tenha orgasmos políticos, como se realmente fizesse parte da mudança prometida, mas você é só uma ponte para que um grupo ou outro chegar ao poder. A “onda azul" e a " onda vermelha" são motivadas não por um sincero sentimento de esperança, realização ou sentimento cidadão, são motivadas pelo desejo de poder, é só o que aliment…

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys

O que Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys têm em comum? Todos são ex-empregados da Rede Globo. O Buarque e o Wyllys se dizem de esquerda, Veloso é...é... Olha quem sabe, porém quem nemnem. Pois bem. Há quem acredite que "gênios" se fazem sozinhos, que eles têm o poder mágico do talento e só isso basta para que tenham reconhecimento e sucesso. Não é. Sem o poder da Rede Globo nunca essas pessoas teriam o alcance que tiveram e duas delas levantariam dúvidas sobre a suposta genialidade atribuída a ambos. Dez entre dez pessoas “super inteligentes” “cabeças”, “imunes a manipulação da mídia golpista” têm no trio citado aqui algo que chamo de esquerdismo cristão. Conheço até pessoas que recusaram participação em programas da Rede Globo, acreditando assim estarem contribuindo, como bem cantou Raul Seixas, “para ao nosso belo quadro social”, mas rezam na cartilha de crias da própria Globo. Jean Wyllys é um pouco mais velho que eu, mas somos da mesma geração, militei anos n…