Buda e os insetos no parque!!
De: Ediney Santana

Jeová não vai nos salvar dos nossos olhos, Jeová vai comprar uma fazendinha é plantar sementes de urtigas das quais serão nossas benções os animais em nossa mesquinhez diária.
Beijamos o dia dia como se nada fosse normal. Nada é artificial, os amores do comum não favorecem nossas paixões. Então Oxalá que não venha me salvar do meu cavalo invisível. Há muito fiz trato com esse meu cavalo de mil vidas invisíveis, ele me deu risos entre as tragédias do mundo.
Quando Josué mergulhou entre os dentes de uma baleia fiz da única estrela daquela noite o sol de hoje a nos fritar erva, sol, carne ao pó do ventre não nascidos.
Terra de longe, dos meus maus, das minhas ervas cidreiras, das minhas palavras: Palavra é o que me encanta, me seduz, seja em qualquer roupa é a palavra minha paixão única.
Outonos intermináveis de sois intermináveis, de gente sempre findável. Assim o que se é nada mais é do que uma sombra da qual nada mais exatos seremos. Mergulho ao vapor das horas, um santo suicida, um romance sem paz, a paz adormecida nos braços do último dos demônios.
Tomo meu café, sinto dores no estômago, dores de um homem comum, abençoado homem de qualquer canto. Na praça da minha cidade eu me encontro envelhecido nesta minha infância doente e sem porquês.
Fuzilamento voluntário, perebas das mesmas carnes, carne oferecida ao preço de nada para gente de fome e fome é tudo... pai, meu feliz, não estais nos céus, eleva-me de amores nesta última tarde minha aqui na terra.
ediney-santana@bol.com.br
http://cartasmentirosas.blogspot.com
Laetitia Editore

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