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Mostrando postagens de Setembro 12, 2008
A solidão das pessoas...
De: Ediney Santana


De repente os amigos vão desaparecendo, os conhecidos mais velhos vão morrendo, de repente o ritmo nosso vai desacelerando, as coisas urgentes vão ficando sem gravidades, a casa vira um abrigo mais que seguro, o bar escondido próximo de casa o único lazer.
É a solidão que nos versos de Alceu Valença “é prima e irmã do tempo que faz nossos relógios caminharem lento” vai nos recolhendo à vida para os subúrbios de nós mesmos.
Um dia visitei o Abrigo São Domingos, aqui em Santo Amaro, lá tive contato com pessoas quase sombras do si mesmas, quase sombras de histórias e vidas que o tempo vai apagando, gente a esperar a morte como quem espera a salvação.
Os velinhos e velinhas do Abrigo vivem nas horas lentas de um a profunda solidão, nas horas lentas de uma vida sem urgências, uma vida que foi e não existe mais no sentido de interação com o mundo.
Esses dias tenho me sentido como os Velinhos do Abrigo São Domingos, cansado, recluso e nã…