Vamos com calma
De: Ediney Santana

Qual a coisa mais difícil de conseguiremos na vida? Para mim é paz de espírito. Creio que a frase “até que fim descansou” vai me cair muito bem quando estiver morto e estirado em um caixão.
Não sou um sujeito dado a quietudes, calmarias, não sou dado a sutilezas e vivo o tempo todo acelerado.
Não pense que gosto dessa idéia de ser um cara de alma nervosa e aflita, pelo contrario morro de medo de terminar meus dias fazendo preces aos Diazepams, Clonazepams, Alprazolam da vida.
Viver entre ódios e amores parece ser minha triste sina, minha agonia maior. O problema disso é que o corpo não agüenta, as emoções vão se perdendo, as paixões vão aos pouco ganhando para sentimentos mais, digamos equilibrados.
Às vezes penso que minha carne atrai todos os espíritos bons e péssimos. Como se em todos os lugares que esteja sempre estou cercado de pólos estranhos de gente e não gente Signos de um poder que não é real, um pode que se desfaz e refaz a cada amanhecer.
Sou bom e mal na mesma proporção e aos 35 anos tenho tantos caminhos e milhares de indefinições. Casa, mãe, medo de perder a ternura, de perder a inspiração pela e para vida.
Durante anos os poetas foram expulso da sociedade, sempre foram visto e entendidos como seres perigosos. Os poetas não são serem sublimes, apenas dizem que o rei está nu quando o poder do rei faz com que todos digam que o rei nunca esteve mais bem vestido, mesmo que com os nossos "trapos" ou nossos mais belos sonhos.
Ir ao Pastel cantar sempre as mesmas canções talvez seja um alivio melhor e mais seguro... Bobagens de um tempo rotineiro e menor em mim e em minha tarde sem Clonazepams.
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