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Baader-Meinhof













A R.A.F (Facção Exército Vermelho) foi um grupo amarmado de estrema esquerda que atuo na Alemanha entre 1960 à 1972. Ganhou o apelido de Baader-Meinhof quando a jornalista ligada a esquerda alemã Ulrike Meinhof ajudou a Andreas Baader a escapar da polícia.
Andreas Baader foi um dos fundadores da R.A.F. O grupo teve origem no movimento estudantil universitário dos anos de 1960. A Alemanha daquele momento não se ressentia do seu passado nazista, além disso, os estudantes alemães cobravam do Estado posicionamentos mais claros em questões como: guerra do Vietnam, a miséria nos chamados países do terceiro mundo e o armamento nuclear, sem falar na própria exclusão do pós-guerra de muitos alemães.
Uma parte dos estudantes identificavam no novo Estado Alemão pó-guerra, traços do Estado nazista, entre esse estudantes estavam os fundadores do Baader Meinhof. Inicialmente os debates ficavam restritos a discussões em universidades, mas logo evoluíram para manifestações públicas e confrontos com a polícia.
O dia seguinte da quebra do que é direito, ou melhor, a quebra das garantias institucionais são atos de violência. Seguindo essa lógica Andreas Baader, Ulrike Meinhof, Gudrun Ensslin responderam à violência do Estado Alemão com mais violência. Segundo Ulrike Meinhof a única maneira de combater a violência era com violência e assim o fizeram.
Entre 1970 e 1972 o Baader-Meinhof realizou uma série de atentados contra o Estado Alemão. A reação do Governo foi rápida e dura, conseguindo prender os principais membros do grupo. O governo mandou construir uma prisão de segurança máxima, a Stammheim, só para prender os membros do Baader – Meinhof.
Em 1976 Ulrik Meinhof foi encontrada morta em sua sela, causa morte segundo as autoridades alemãs: enforcamento.
Em 1977 Baader e Rasper (outro membro do grupo) foram encontrados mortos dentro da sela. O governo alegou suicídio.
Irmagard Moller ( outra integrante do grupo) segundo o governo, tentou suicídio cortando os pulsos e as veias do pescoço.Ela sobreviveu e em 1994 foi libertada da prisão.
O Baader-Meinhof tinha a luta justa, as causas justas, mas utilizou os métodos errados. Em paralelo com o Brasil, se o movimento estudantil daqui tivesse a mesma inspiração do Alemão já teríamos inúmeros grupos armados. Mas no Brasil há grupos de traficantes, narcotraficantes e contrabandistas protegidos e armados com a ajuda de alguns agentes do Estado os quais utilizam nossas instituições como bem entendem.
A Segregação das pessoas que vivem nas favelas, por exemplo, nos morros do Rio de Janeiros milhões de pessoas vivem reféns de pouco mais de cinco mil bandidos e policias corruptos. Mesmo os traficantes dos morros do Rio de Janeiro são bandidos menores e insignificantes se comparados os verdadeiros senhores do crime organizado mundial que apenas utilizam os morros cariocas, os bordeis para a elite financeira, o tráfico de órgãos e armas como franquias “empresariais” desse gigantesco impedimento criminosos que gera bilhões de dólares e euros por ano.
Claro que não defendo a luta armada, mas bem que a UNE e todas outras agremiações estudantis deveriam sair dos seus dcs , ongs e colocar na ordem do dia um discurso mais prático, mais duro contra a bandidagem institucional que é a mantedora da bandidagem sem face ou mandato que age livremente em todo o país.
ediney-santana@bol.com.br
http://edineysantana.zip.net

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