O Balão vai subindo...



Ontem pela primeira vez em meses tive um dia inteirinho feliz. Sair com Dado, Herculano e Bóres.
Andamos pelas ruas, fotografamos a cidade, fomos ao Bistrô e bebemos e comemos o primeiro licor e Amendoim do São João, conversamos sobre nossas vidas, rimos a respeito dos primeiros fios de cabelos brancos em nossas cabeças.
Estamos envelhecendo e continuamos amigos. Cada um com o seu mundo, com suas contradições e duvidas. Só uma coisa não mudou: a mesma vontade e energia de anos passados em querer viver em uma cidade melhor e mais feliz.
Estão chegando as festas juninas, Santo Antonio, São João e São Pedro. Santos do coração e devoção do nosso povo. Povo que chora e pede a Deus saúde e uma vidinha com menos dor.
Festas juninas lembram Luiz Gonzaga, santificado no imaginário do sertanejo, Dominguinhos, Marinês e Sua Gente e a poesia de Anastásia imortalizada em tantas canções.
Esses dias tenho bebido muito da poeira e sonhos de nossa gente, fechando os olhos posso ver mil anjos azuis abençoando nossos dias. Se o corpo é frágil à alegria de ir em frente é imensa.
Ah! Santo Amaro, cidade entranhada em meus ossos, cidade do meu amor, paixão e ódio. Tua tristeza também é minha.
Saudades da vó Erundina, do tio Norato, saudades de quando morava no velho prédio da leste e das festas de São João que lá se fazia. De seu Zinho carregando dormentes para fazer fogueira, da fogueira que meu pai fazia. Éramos felizes.
Saudades das festas de Rock que os meninos do Trapiche e do Chafariz faziam, da nossa inocência em não querer mudar o mundo, mas ao menos viver em paz na cidade que alguns nasceram e outros escolheram para viver.
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