Salvador


O diretor Manuel Huerga levou para o cinema a história real de Salvador Puig Antich, militante de um grupo de esquerda e assassinado de forma bárbara e covarde pela ditadura de Francisco Franco na Espanha em 1974.
Salvador Puig foi morto por estrangulamento com um instrumento de tortura chamado Garrote Vil. Morte terrível para quem vivia intensamente a paixão por um novo mundo.
Entre os anos de 1960 - 1980 muitos foram os estudantes mortos ao redor do mundo por ditaduras tanto de direita quanto de esquerda. No Brasil muitos foram os estudantes que perderam suas vidas pelas mãos da repressão militar.
A Diocese de São Paulo publicou nos anos de 1980 o livro Brasil: nunca mais, esse livro contém dramáticos relatos de jovens estudantes que foram torturados, sendo que alguns desaparecem e nunca mais seus familiares tiveram noticias suas.
Pensando em Salvador Puig e em tanta gente que morreu, me vem uma pergunta: valeu a pena? Muitas ditaduras acabaram outras ganharam cores de democráticas, muitos sobreviventes das torturas ou que escaparam à morte (como o deputado federal José Genoíno - PT) hoje fazem pactos com o mesmo sistema que quase dizimarem sua geração.
Se valeu a pena? Valeu, claro que valeu. Salvador Puig está aqui na luta, na velha luta, nas antigas utopias de tanta gente. Em memória de todas essas pessoas desejo doce paz, vida longa em nossos corações suas lembranças de vida e coragem.
A fotografia que ilustra esse artigo mostra a execução de um escravo pelo Garrote Vil
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