Eu faço minha história


A simples ideia de ser refém ou depender de alguém para escrever minha própria história me apavora.
Isso seria para mim o mesmo que não viver. Reconheço-me como autor do que sou e sem isso pouco mais que uma sombra seria de mim mesmo.
Não falo aqui da vida em comum com outras pessoas ou das ralações interpessoais, essas vivencias são essenciais na construção individual de cada um e ir contra isso seria estupidez.
Não consigo esconder minhas emoções, se amo, amo profundamente, se odeio trato com indiferente a coisa odiada, tudo odiado por mim transformo em coisa, porque já não me diz mais nada.
Ter metas traçadas para minha vida nas mãos de outra pessoa a qual como um deus decidiria o meu destino, seria insuportável e o suicídio seria uma saída honrosa se não conseguisse ser meu senhor absoluto.
Não tenho talento para viver personagens, minha “instabilidade” emocional não me deixa mentir por muito tempo, logo lá estou eu nu e solitário como um rei desmentido por uma criança.
Eu faço a minha história e sem isso não há condição de vida, vou lento, irregular por linha reta, voraz em contradições, mas vou. No final o que chegar de mim sou eu, mesmo em farrapos... Sou eu.
ediney-santana@bol.com.br
http://edineysantana.zip.net

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