O amor que nos queria

“Tempo de delicadeza” é o título de um livro da autoria de Affonso Romano de Sant'anna. Delicadeza é tudo que nos falta em quase todas nossas ações, vivemos tempos de incertezas, medo e cólera.
Em “Todos estão surdos”, Roberto Carlos canta, “ a covardia é surda E só ouve o que convém”. Tempere esses tempos de falta de delicadeza com demonstrações terríveis de covardia e não será difícil notarmos o quanto estamos caminhando para nossa autodestruição.
Nosso maior bem, a vida, há muito vem perdendo seu valor real e simbólico. Deitada em uma grave crise de secura emocional a humanidade vai pouco a pouco devorando em triste canibalismo o que de melhor nós temos: nossa própria condição humana.
Não nego o medo que sinto dos meus pares, uma aflição toma conta do meu coração quando cruzo um olhar com de outras pessoas e percebo em seus olhos, raiva, rancor e ódio.
O companheirismo vem perdendo espaço para a deslealdade e mau-caratismo. O resultado disse é que vamos nos ilhando no nosso inferno de desconfiança e medo.
Como em “Paralelas” música magistral de Belchior, mesmo cercados de bens materiais nos afagamos em solidão, cansaço e tristeza
No entanto nem tudo está perdido, a mesma humanidade que tem um uma criatividade infinita para destruição e promover dor e sofrimento, tem também a capacidade de promover alegria, solidariedade e delicadeza.
Se dede os anos de 1990 até agora a humanidade parece ter esgotado toda sua capacidade de criatividade e de renovação de sonhos e conquista, isso também pode ser um alento, algo de maravilho talvez nos espero antes desse século terminar...Espera, força , paz e alegria sincera.
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