Até que a morte nos una


Paulo Freire certa vez escreveu que ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, porque só é possível, segundo ele, nos educarmos em comunhão.
A ideia de Paulo Freire é certíssima, ela também nos leva a outra belíssima reflexão: a da necessidade de termos referências e da impossibilidade de não sermos também referência a outras pessoas.
Somos condenados à mimesis, não importa se temos dificuldades ou não de relacionamentos, seguimos nos imitando involuntariamente, mas isso não quer dizer que somos incapazes de coisas novas, somos sim, todos nós contribuímos a cada geração para novas possibilidades em todas as áreas do conhecimento.
Mesmo compartilhando nossas vidas, sonhos e emoções, cada um de nós é único e irrepetível em nossa humanidade e paixões.
Justamente por sermos diferentes e únicos é que buscamos compartilhar nossas vidas com outras pessoas.
A deslealdade, a mentira e violência são alguns fatores que lentamente vai nos empurrando para o auto-exílio, o que é uma pena. O auto-exílio é uma maneira também de sucumbirmos em nossa humanidade e dignidade.
Troca-se a lealdade por interesses próprios, trabalho honesto por participação em esquemas criminosos. Assim vamos nos afundando em distanciamento e nos negando a beleza de estarmos em sintonia para o bem comum e não apenas momentos isolados de bem estar.
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