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O teu bem não é o meu bem


“Eu sei o que é bom para você”. Não, não sabe. Uma vez adulto ninguém pode ser responsável pelo nosso bem, a responsabilidade pelas decisões que vão nortear uma vida adulta é uma questão individual, exceto casos os quais a pessoa esteja privada dos sentidos ou acometido de alguma doença degenerativa que tire dela o comando da própria vida.
Tua felicidade, minha vocação profissional não pode ser um padrão a ser seguido. Minha felicidade passa a ser um mal quando imposta como regra à outra pessoa. Claro que ouvir um conselho amigo é saudável e sempre bem vindo, não é isso que questiono, O que está em discussão é a liberdade de cada um de ser quem é.
Infelizmente a regra é padronizar. Assim temos as profissões da moda, o namorado da moda, além da cobrança de si ser “como nossos pais”, nesse caso surge os artistas da chama DNA music, pessoas sem talento algum, mas que aproveitam o sobrenome para ganhar uns trocados desencantado por aí. No cinema brasileiro, nas novelas há um batalhão de atores e atrizes sem talento algum os quais agarrados ao sobrenome vão ocupando espaços.
Há os que sem vergonha alguma dublam ser o que não são, investem em talento o qual nunca tiveram, mas há os que desejam ser professores quando a família empurra goela abaixo um diploma de direito, um outro deseja ser botânico quando a família inteirinha é militar desde os tempos de Caxias.
Assumir a própria vida não é fácil e se engana quem pensa ser isso uma questão de adolescentes, longe disso, há pessoas que passam à vida inteirinha infelizes por terem seguido por um caminho não idealizado por si mesmos.
Há também as questões políticas e sociais. Muitas famílias atravessam gerações sem nenhuma variação nas questões financeiras ou culturais, algumas dessas famílias são marcadas pelo flagelo político-social a seguirem as mesmas trágicas historias dos pais: venderem em um semáforo, não frenquentar escolas, viverem em locais de riscos, passarem à vida em branco, outras são eternamente donas do poder e de todos os meios de produção.
Seja lá como for, ousar, questionar, não se satisfazer como o bem aparente e tão pouco com o mal aparentemente invencível é essencial para nos guardar de uma vida recheada de frustrações e desejos nunca realizados... Em 2069 quase todos nós estaremos mortos, é urgente viver consigo mesmo na parceria solidária um do outro.
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br

A obra que ilustra este artigo é de Joan Miró

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"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
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Carta para daqui a 50 anos

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Como é viver com ódio?

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