“Alegria, alegria é uma estado que chamamos Bahia”


Uma amiga jornalista da Costa Rica ontem à noite me perguntou como era a participação dos negros no carnaval da Bahia. Resposta:

1- Segurando as cordas dos blocos
2- Na PM, nas mãos da PM
3- Catando Latinhas
4- Vendendo espetinhos de gato e garrafinhas de água mineral
5- De pernas abertas em uma cama fazendo a prostituta alegria do mundo
6- Nos blocos afros que só passam na avenida quando não têm mais ninguém, esmagados e humilhados por gigantescas organizações carnavalescas.
7- Em cima dos trios elétricos ganhando cachê inferior aos dos músicos brancos.
8- Oito dias atrás de um volante de um ônibus coletivo
9- Amontoados em horríveis arquibancadas sem cobertura, na fila para conseguir uma entrada para uma dessas porcarias de arquibancadas.
10- Limpando banheiros e fazendo segurança em camarotes de traficantes e cheirados ricos de pó, tudo muito VIP.
11-A TV pouco mostra a participação cultural do negro no carnaval, aliás, mostra sempre loiras desafinadas e moleques turbinados por anabolizantes para cavalo e aja éguas cantando uma monte de baboseiras.

11- Coisas lindas como a Banda Didá e Margareth Menezes nunca foram chamadas de rainhas do carnaval.

12- A prefeitura de Salvador e o governo do Estado fazem carnavais nos bairros tudo para que o negro fique por lá.

13 – A maior expressão musical da Bahia, o Samba de roda, é transformado em subproduto cultural e vendido como ingrediente para humilhar e ridicularizar a mulher negra.
14- Os compositores da chamada “música baiana”, quase todos negros, são obrigados a ceder parceria em suas composições para empresários que mal sabem segurar uma caneta nas mãos, assim esses compositores para ter suas musicas tocadas só durante o período de carnaval têm que dividir os seus direitos autorias com essa corja que controla boa parte das rádios baianas.

15- O carnaval da Bahia é tão “seguro” para os negros que foi preciso criar o “ Observatório racial” para tentar coibir a
violência racial contra eles.

16- Durante os dias próximos ao carnaval nos bairros periféricos de Salvador, por acaso e muito por acaso aumenta o número de jovens negros mortos por armas de fogo.

17- Conte ao mundo que não somos tão felizes assim.
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