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Deus é amor


Outro dia estava sentado em um ponto de ônibus mergulhado tão em mim mesmo que esqueci qual ônibus tomar para voltar para casa, quando uma senhora se aproximou e me ofereceu um planfeto no qual pude ler: “Deus é amor”.
Deus para mim é meu encontro com tudo que há na natureza, não consigo conceber Deus como um ser que sabe de tudo mesmo antes de algo acontecer. A visão de um Deus onipotente e onisciente é apavorante e de certa maneira diminui há todos nós em nossa condição humana de fragilidade.
Agradeci o planfeto, a senhora sorrio e meu coração transbordou de alegria por sua gentileza e educação.
Deus naquela manhã vestia saias, era doce como uma criança ainda não corrompida, simples como um amor que lentamente se despede sem chance alguma de no instante final entrar no paraíso do perdão.
Seja lá como for viver tão somente em si e para suas dúvidas não é fácil. Essa Manhã quando sair para o trabalho minha mãe me disse: “se ver algo de errado fique quieto, você não é Deus para querer consertar o mundo”. Deus falou por minha mãe, minha mãe é meu Deus universal, é a poesia do meu dia dia e por ela ainda insisto na vida.
Ao menos agora sei Deus é amor, então sou amor, amor do mundo e para o mundo, não o amor mentiroso que entre gemidos e gozos só pensa em si mesmo ou o amor hipócrita celebrado no altar da conveniência.
Sou o amor de Florbela Espanca o qual apaixonadamente ela entregou sua vida, sua morte.
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br
A imagem a cima é de Florbela Espanca

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