Pular para o conteúdo principal

O maior atentado contra a humanidade


O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad errou muito em negar o holocausto contra o povo judeu, mas acertou e muito quando defende um Estado livre e soberano para o povo palestino.
O exército de Israel pouco a pouco vai fazendo com o povo palestino o que o exército de Adolf Hitler fez com o povo judeu. O exército invasor israelense vai expulsando de sua terra crianças, idosos, mulheres e matando os homens jovens.
O povo de Israel tem todo o direito a um Estado próprio e soberano, mas não tem o direito de promover um holocausto contra um povo que nem exército tem e se defende com pedras, se explodem no desespero de atos de defesa suicidas.
Porém o maior ataque terrorista contra a humanidade não foi a tragédia do holocausto judeu, nem o 11 de setembro nos Estados Unidos, nem as bombas de Hiroxima e Nagasáqui, nem o vergonhoso tráfego negreiro. O maior atentado terrorista contra a humanidade foi o extermínio das mais diversas etnias indígenas do continente americano.
O extermínio dos povos indígenas não foi registrado por jornais ou revistas, claro aconteceu em uma época obscura da humanidade, mas nem por isso deve-se ignora-lo, aconteceu e foi uma tragédia sem precedentes, pois condenou a extinção diversas culturas e etnias.
No Brasil o extermino dos índios se deu pelos bacamartes portugueses, no restante da América do sul e central pela fúria espanhola em busca das riquezas do continente e na América do norte primeiro pelos ingleses e depois pelos estadunidenses.
Onde estão os Guaranis, Pankararu, Tupis, Maias, Incas e Astecas? E tantos outros povos que viviam por aqui na América? Mortos pela civilização assassina dos povos europeus e depois pelos povos colonizados da própria América.
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br




Postagens mais visitadas deste blog

"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro Ney, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profund…

Mãos calejadas, meu Deus.

Os escravos eram as mãos e pés dos seus donos, tinham as mãos calejadas do trabalho braçal e penoso nas plantações enquanto os senhores de engenho tinham as mãos suaves. Neste momento aconteceu algo que marcou para sempre a divisão do trabalho: o trabalho braçal e o intelectual, o braçal desprestigiado e intelectual privilegiado. Ter as mãos calejadas passou a significar pouco estudo e baixa qualificação, consequentemente desprestigio social, enquanto o trabalho intelectual passou a ser valorizado, trabalho de “doutores”, de pessoas “importantes”. Essa divisão alimentou e alimenta muitas das nossas mazelas e preconceitos. O presidente Barack Obama disse que não pode simplesmente colocar os imigrantes ilegais para fora dos Estados Unidos, porque o país precisa deles. Nos Estados Unidos trabalho como motorista, gari, baba, diarista, garçonete, frentista ou pedreiro são excetuados por imigrantes, muitos deles brasileiros que aqui não pegariam no cabo da vassoura para varrer a própria ca…