Pedagogia da mediocridade

Por que no Brasil se aceita passivamente o meio termo como solução final para problemas graves e que requer debates constantes e ações coordenadas extremamente sérias?
Porque temos na ordem do sempre uma educação voltada ao adestramento. Quem é adestrado vive para e com o imediatismo e tem graves problemas em desenvolver uma condição intelectual capaz de enxergar além das curtas fronteiras do pequeno cercado o qual seu mundo a cada dia é artificialmente transformado.
Prestar atenção nos detalhes? Nas entrelinhas? Nada disso! Em um país míope a primeira impressão é a que nos corações vulgares faz seu templo de eterna mediocridade.
Por aqui ainda se engole a ideia a qual há etiquetas ou tendências a seguir e quem assim não se padronizar está fora, morto para a coletividade estúpida que se auto-reproduzindo como codornas não sabem para que vivem...
“Neste verão minha filha o básico é lacinho de fita no cabelo e os meninos todos de camisetas brancas, tudo muito básico”. Enquanto isso todos os dias a Constituição Federal é estuprada e pari seus frutos bastardos: violência, tráfico de drogas e todo tipo de agressão à vida.
Como diz a música do Ultraje a Rigor: “A gente somos inútil! Inútil!”. Escrevemos livros e não conseguimos publicar, gravamos um CD que só os amigos vão comprar e talvez nunca ouvi-lo.
Ligo a TV e vejo Marcelo Tas lançando sua grande obra Ctrl+C / Ctrl+V com frases do Lula e uma fila de gente comprando a preciosidade literária do momento. Imagino quando em casa as gargalhadas que esse rapaz não cospe na cara dessa gente que tem o celebro Ctrl+C / Ctrl+V.
Infelizmente Paulo Freire e sua pedagogia da autonomia descansam em alguma biblioteca empoeirada entregue as traças... Aqui vale a pedagogia da mediocridade a qual todos os dias desafia nossa inteligência.
Outro dia vi na TV a “nata” do cinema nacional aplaudindo de pé Xuxa ganhando um KIKITO de ouro o principal prêmio do cinema brasileiro. Desliguei a TV, fui ao Bar de Mariano e gritei: coloca bem alto no som “Eu não sou cachorro não para viver tão humilhado” Waldik Soriano Sabia das coisas.
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br


Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys