Reality shows fazem estrondoso sucesso no país e servem para tudo: escolher uma super modelo, um novíssimo cantor de churrascaria, um novo Pelé ou ainda simplesmente criar do dia para no mesmo dia deixar de existir uma celebridade que tem como principal talento ser famosa.
- Diga minha filha que você faz da vida, além da própria vida?
- Olha seu Falastrão sou modelo e atriz, mas gosto mesmo é de ser famosa.
- Só isso?
- Para falar a verdade gosto também de aparecer em festinhas promovidas por produtoras de filmes pornôs, faço pontas como dublê de corpo das globais que atuam no finíssimo cinema nacional erótico.
- Já entendi tudo, dublê de rabo, ta bom. Essa foi Jurema Pé de Grama, ex: periquita, ex: bbc, ex: ...? Deixa pra lá.
A fama pela fama é o grande negócio, pratica-se vadiagem televisiva em um formato despretensioso e com aparência séria e inquestionável, há quem acredite que masturbação dá pelos nas mãos... Quanto mais em celebridades com cara de Vivien Leigh e coração das bruxas de Walt Disney. Pega-se alguém, coloca-se na TV, o desgraçado conta histórias terríveis de misérias, fome, uso de droga, câncer superados, estupros e incestos familiares, tudo temperado com musiquetas triste de fundo, comove todo mundo e no fim: “meu sonho é ser cantor para ajudar minha família”. O dito cujo pode até merecer ajuda, mas nem por isso tem o direito de nos infernizar os ouvidos com sua voz de bordel BR 69.
O insuportável Twitter é a casa preferida por celebridades cabeças ocas: apresentadores de programas e suas dançarinas “Tintura Paquetá”, políticos modernosos, artistas desempregados e desocupados e seus seguidores sonhadores em tirar uma casquinha na fama alheia, afinal ser seguidores dessa gente para outras tantas já um começo para o seus segundinhos de fama.
Estudar que é bom ninguém quer e com a mãozinha de um governo tosco, de uma mídia que se comporta como adestradora de jumentos... Estamos feitos.
Ligo a TV fico zonzo é tanta loirinhas, tantos sobrenomes italianos, tantos descendentes de alemães que me pergunto: cadê os brasileiros? Alguém grita: “está ligando para escolher a égua que vai ser eliminada da fazenda essa semana” Não ouso perturbar... É uma questão muito séria essa de éguas e fazendas. Viva o bispo Alfredo e sua propaganda subliminar sobre como Jeová o fez seu representante mor. Tolos do mundo aos meus pés ajoelha-vos!!! Valeu bispo Alfredo como dizem por aí “Deus é o caminho, a verdade, a vida e o senhor o pedágio”.
Somos campeões em futilidades, se essas porcarias todas fossem comestíveis daria uma caganeira desgraçada. No SBT aos domingos podemos assistir emocionadas as aventuras do jumentinho Brasil pela Amazônia ou Silvio Santos e “seu riso franco para um filme de terror” chamar seus convidados de burros... Que inveja de você Silvio!!!!
Mas se preferir coisas melhores há na Globo o Bufão e suas Olimpíada de cadelas vipes é um sucesso com diarréia global de audiência.
Na Bahia desde o ano passado muitas pessoas morreram vitimadas pela meningite... O governo diz não tem grana para vacinar toda população, mas quer construir uma ponte de Salvador a Itaparica (nossa Rio-Niterói), concordo, o povo da Ilha merece, mas não é uma questão urgente quando há uma grave crise na saúde.
A política brazuca não é muito diferente do programa do Ratinho ou um Sem Censura que é quase um vídeo Show “elegante”... Mas como escreveu Geraldo Vandré

“Então não
pude seguirValente em lugar tenenteE dono de gado e gentePorque gado a gente marcaTange, ferra, engorda e mataMas com gente é diferente...”
Quer dizer, depende qual canal esteja sintonizado.

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