Na cama com Mary Flay


Uma trepada bem gostosa pode até ser o começo de um relacionamento um pouquinho além dos deliciosos segundos do orgasmo, no entanto, não será o suficiente para um caminho afetivo a dois.
O amor se revela aos poucos, o sexo exige resposta imediata, o amor pede para envelhecer, o sexo queira ou não é o ideal máximo de prazer qual só a juventude permite, o amor é comer sal junto com quem amamos. Sexo não suporta pobreza.
O amor pode até nascer na cama, mas não vai ficar muito tempo deitado nela. Se não for temperado com cumplicidade, amizade, planejamento de vida e solidariedade, tenha certeza: vai se pular não só fora da cama como da vida dos corações ilusoriamente apaixonados.
O sexo só si basta, o amor só si permite na comunhão de dois ideais de vida, o sexo é o encontro bêbado no sábado à noite. Dinheiro comprar companhia e diversão, não por acaso a moeda mais barata e vulgar das madrugadas é o sexo, mas se você quiser amar, tenha certeza o amor é do tipo que ainda espera flores.
O roçar da língua no sexo do outro, a saliva a escorrer pela pele quente, o desespero para tirar a roupa do parceiro como se o mundo fosse acabar no instante seguinte, os dedos invadindo tudo que de prazer pode o outro corpo oferecer.
O vai e vem do meter e tirar no quente que do outro é prazer. Gemidos quase sussurrados em segredo na cumplicidade do tudo é permitido entre quatro paredes, dois corpos se auto-devorando desejando um invadir o outro, o fim gostoso de quem sabe e permite-se ao prazer.
Imagine isso se ao final quando tudo for calma e contentamento surgir um diálogo que vá além do “foi bom para você?” Aí meu bem você ganhou na Mega-Sena e saber por quê? Por ter conseguindo sexo é amor na mesma criatura.
Se você é do tipo que sofre por amor, acorde!!!! No mundo há milhões de pessoas a esperar por alguém que não só as façam gozar, mas que as amem. Nada de ficar sofrendo por alguém que se foi. Viver a saudade por alguém que não nos merecer é morrer para si mesmo, perder a oportunidade de viver outras tantas histórias e uma tolice.
Se foi bom o passado, melhor será o futuro!!!!!
Não digo “eu te amo” a qualquer pessoa, é uma frase muito séria para ser vulgarizada, por isso amo pouco, espero... Não tenho presa... Afinal “sentimental eu sou, eu sou demais”.
Ps-Texto dedicado a Mary Flay riponga argentina que encontrei domingo no Rio Vermelho em Salvador e pregava o sexo livre e que liberdade.
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