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Mostrando postagens de Abril 22, 2009

“Saudade até que é bom”

Saudade é coisa da língua portuguesa, só existe nesta nossa flor culta e profana. Não há tradução para nenhuma outra língua que se aproxime dessa palavra deliciosa para uns e perversa para outros: Saudade.
Saudade não é o mesmo que nostalgia, nostalgia é algo que tivemos, que vivemos. A nostalgia é tempo passado e uma história que insiste em não dizer adeus ou não sabe. Seria a nostalgia então uma espécie de perda mal perdida, uma coleção de reticências feitas com arame farpado nos quais por vezes podemos confundi-los com puro veludo.
Já a saudade é a busca de algo que nos completa, não importando o tempo no qual esse algo possa estar e o mais interessante, podemos ser saudosos de algo que nuca tivemos ou vivemos.
Saudade pode ser algo sentido ou não, uma dor real de uma perda real ou não. É justamente isso que torna a palavra saudade única porque ela exprime em uma frase o que levamos noites e dias sentindo e nunca conseguimos explicar muito bem além de dizermos: Saudade!
Estar nos braço…