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Mostrando postagens de Outubro 2, 2009

Ainda bem que o tempo também acaba

Outro dia conversando com o amigo e professor Zé Raimundo discutíamos como tudo que é virtude é jogado na descrença das utopias irrealizáveis e como tudo que é vício, inversão de valores é entendido como algo exato e imutável.
No conto “Teoria do Medalhão” de Machado de Assis, o personagem – narrador orienta o filho como se tornar um figurão, a lição é simples: não questione nem o certo e tão pouco o errado, tire proveito de tudo, viva só para si. Machado com seu humor venenoso antecipou em mais de cem anos a minha conversa com meu caro amigo Zé Raimundo, sempre vivemos entre a teoria do medalhão e os D. Quixotes em busca das suas utopias.
Criatividade, sensibilidade, amor, fraternidade? Você ta louco. Renato Russo há muito cantou que amar ao próximo é démodé, o mundo é implacável aos corações fraternos, ou se é medalhão ou se morre mártir ou esquecido em um boteco qualquer.
Na canção o Bêbado e o Equilibrista, fruto da genial parceria entre Aldir Blanc e João Bosco há uma linda metáfora…