Aborto: a questão é?

O Congresso Nacional deveria ser lugar da representatividade de toda sociedade, mas não é isso que ocorre na prática. Ele está dividido em facções e cada uma dessas facções advoga de acordo com seus interesses e muitíssimas vezes ignoram os anseios da sociedade.
Há no Congresso, por exemplo, facções evangélicas, católicas, espíritas as quais arbitrariamente sem consultar a sociedade decidem sozinhas sobre questões complexas como o aborto.
O aborto é uma grave questão de saúde pública, todos os anos dezenas de mulheres morrem em clinicas clandestinas ou até mesmo em suas casas ao tentarem abortar, por isso mesmo um debate como esse não pode ocorrer sobre o prisma do conservadorismo religioso.
Há nisso tudo também outra questão, que é a Legal, o Estado brasileiro é laico e nas decisões que vão gerir os rumos do governo e o nosso não cabe a pena do achismo religioso, toda sociedade dever ser ouvida e creio que em um tema graves e complexo como o aborto o ideal é um plebiscito.
O governo falha quando não consegue implantar nas escolas públicas a educação sexual e planejamento familiar. Há muitos anos lecionei em uma escola na cidade de Saubara-Ba, essa cidade fica no entorno da baía de Todos os Santos, é lá tentei realizar aulas de educação sexual, não passei da segunda tentativa, alguns religiosos acharam que era pecado, coisa que Deus não aprova em uma escola.
A situação é extremamente grave e é claro a parte mais sensível a tudo isso são as mulheres e temos aí uma questão prática política, são as mulheres que no Brasil decidem os vencedores de uma eleição e se a questão é política creio: chegou a hora delas fazerem valer o peso de seus votos e participarem mais diretamente da vida pública do país.
Em meio a tudo isso o governo do estado não faz campanhas ostensivas na prevenção contra DSTS ou gravidez indesejada e é essa gente que opina sobre os rumos da vida de tantas outras pessoas.
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