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Teoria do caos

Vive-se em uma panela de pressão. Alguém diz algo, mesmo sendo uma gentileza, mas aos ouvidos repletos de stress e desconfianças, pode parece uma ofensa e bum!!! Explodem pedaços de gentileza, cortesia e tolerância por todos os lados.
As relações cotidianas estão cercadas de pequenos caos prontos para fazer do leve bater das asas de uma alegre borboleta um terremoto de intolerância.
Os nervos a flor da pele parecem furúnculos das degradações existenciais, vão desenhando um trágico perfil nesta sombra a qual insiste em nos apagar enquanto seres cordiais.
O cotidiano por vezes parece uma centrífuga difícil de desacelerar, como nos desenhos animados já se acorda com a lamentação-defesa: “oh! Vida, oh dia”. E disso tudo para uma desordem interna e externa é um passo e não raro gera-se um big bang às avessas.
A ordem no trabalho, no namoro, no trânsito ou em qualquer lugar é não perder tempo, o que ilusoriamente nos levará a conseguir coisas como: proteção, bem estar, prestigio ou todo tipo de realização pessoal.
Não controlamos nem o exato momento em que estamos quanto mais um tempo imaginário o qual também chamamos de futuro. Claro, devemos ter metas e planejamento de vida, mas isso não é o mesmo que no futuro depositar todas nossas crenças de certezas e conquistas.
“Quem espera sempre alcança” é um belo provérbio, mas prefiro a ironia de Chico Buarque “Quem espera é que não alcança mesmo”.
Se há perda de verdade e interesse pelo que se tem e nos lançamos à busca insaciável pelo bem presumido e ao lado não enxergamos o óbvio que nos mantém vivos, o coração abre-se ao terror pelo bater no descompasso do viver, ter e amar o que não nos traz mais sentido, estar vivo sem notar-se são alertas de algo errado e se não tomarmos cuidado neste momento os pequenos caos cotidianos dão as caras e aí : bum!!
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br

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