Pular para o conteúdo principal

Mentir, mentir, mentir

Joseph Goebbels foi ministro da propaganda e comunicação de Hitler, era responsável por desenvolver as marcas ideológicas do governo, muito do que pensou e criou em termos de propaganda política perduram até hoje.
Conquistar pela repetição de imagens ou frases era uma das marcas do trabalho de Goebbels, é dele a famosíssima frase “uma mentira repetida mil vez acaba por ser aceita como verdade”.
Vejo estupefato e com certo constrangimento as propagadas de Wagner (Governador da Bahia), propagandas milionárias para divulgar e criar a imagens de um governo atuante e preocupado (é claro, como sempre) com os mais necessitados e humildes.
Seu Carlos Nascimento é negro, pobre e trabalha como pedreiro, sua imagem foi usada largamente pelo governo, mas o que seu Carlos Nascimento não sabe é que a empresa responsável pela propaganda do governo ganhou milhões de reais os quais vão ser pagos por gente como ele, gente que ri das próprias desgraças e como qualquer boi manso vai para o matadouro rindo fazer de sua carne banquete para o enriquecimento de seus modernos capitães do mato.
O governo utiliza um homem de meia- idade, negro e pobre, o coloca na TV para falar de sua emoção por ter conseguido um trabalho, usa de sua gentileza, de sua sinceridade e depois o descarta. Cadê o movimento negro? Para mim isso é racismo diluído de supostas ações sociais governamentais. A maioria dos movimentos sociais do Brasil estão todos de chapa branca, defendem governos e não povos, seus cargos e não ameaças contra a dignidade das pessoas, convivem alegremente com os novos capitães do mato desde que todos estejam na casa grande e nunca na senzala, não importando se logo ali na esquina há um índio ou negro sentado pedindo esmolas, esses são miseráveis e já não servem para maquiar as estatísticas de governos goebbelicos
O que mata não é a fome, é a ignorância. Lya Luft certa vez escreveu “não quero fome zero, mas desinformação zero”. A educação sozinha não vai tirar da latrina nossa cultura, política, movimentos sociais captados ou religiões caricaturadas para gingo fotografar, mas certamente a educação é o começo para um país dar seu grito de independência da ignorância.
No Brasil há os ignorantes por conveniência, ou seja, intelectuais chapas brancas que querem cargos em governos e não ajudar a transformar a sociedade, dos que aceitam as cotas e não uma reforma profunda no criminoso sistema educacional brasileiro,dos que aceitam a artificial transferência de renda através de supostos programas sociais como o Bolsa Família, mas não questionam como um governo que tem a frente um ex-sindicalistas pode ganhar um prêmio de Estadista Global das mãos dos maiores criminosos do mundo e no Brasil não enfrentou a concentração de renda.
Há os ignorantes fabricados em massa, como se estivessem saindo de um fábrica de “O Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, esses vivem mais não existem, trepam mais não gozam, fazem sexo e não sabem nem um pouquinho o que é amor, reproduzem-se como preás e depois são esterilizados por algum candidato a narco-politico, conseguem um subemprego e pulam de alegria, agradecem ao governador, como se conseguir um emprego fosse coisa de outro mundo, esses são mortos pela policia confundidos como bandidos tão somente por serem negros, empobrecidos ou viveram em bairros “populares”, esses não são de partido algum, esses são fragmentos de um povo o qual nunca foi unitário e nunca se viu como tal.
Seja na universidade ou em um coletivo cheio a ignorância (seja ela artificial ou não) é o norte do país, para enfrentá-la é necessário ter desprendimento, não temer aos olhos dos santinhos e “bondosos” líderes de pés de barro, não temer ser confundido (de propósito) como um bandido, e aos olhos dos lacaios do sistema narco-politico brasileiro uma barata a ser pisada.
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br


Postagens mais visitadas deste blog

"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profunda…

Como é viver com ódio?

A internet parece ter sido transformada na vitrine do ódio. Sempre encontro bons vídeos e sites na internet com conteúdo interessante e instrutivo, mas esses sites e vídeos têm baixíssimas visualizações, por outro lado sites e vídeos com conteúdo de ódio ou violência têm milhares de acessos. Canais de políticos que não tem nada de proativo ou ideias criativas e práticas, mas explodem de ódio batem recordes de seguidores que expõe ódio, violência verbal e ameaças.   Parece ser um estado permanente de ódio, seja religioso, sexual, político ou cultural, nada escapa ao ódio. Algumas manifestações de ódio são abertas ou diretas, outras são disfarçadas de altruístas, mas todas têm como objetivo neutralizar qualquer voz dissonante dos que esses furiosos ambidestros pretendem. No mundo da violência emocional odeia-se por um único motivo: não há no mundo espaço para concepções socais diferentes das quais a ambidestra cavaleira do ódio defende.   O ódio emburrece, torna bruto corações e mentes…