Sexo, amor e felicidade

Sexo bom ou ruim por aí se encontra em amostra grátis, em amostra alcoólica, para muitos pagando mesmo ou por caridade de fim de festa e por amor?... Esse há também por aí escondido em tantas maquiagem e roupas que fica difícil saber quando é sincero ou não, e felicidade nisso tudo? Aí é complicado de encontrar.
Agora unir em um só momento sexo, amor e felicidade. É querer demais, me disse um amigo.
Buscar afeição em outras pessoas, querer andar de mãozinhas dadas no parque, ir ao cinema, discutir o último filme nacional que a crítica jura ser bom, mas não está em cinema algum e nem os piratas nos fazem a gentileza de vender nos camelôs...Oh céus !!!...como é difícil.
Felicidade em dois gera desconfiança, propor parceria fazer de um dois como escrever Pascoal é uma temeridade propor isso nesses nossos momentos de desigualdades humanóides. Esse é o tempo da felicidade individual, da carceragem em si voluntária.
Depois dos trinta vai se querendo algo muito além dos amores de fim de tarde, o tempo pede companhia e solidariedade.
Qualidade no sexo não é dá três sem sair de cima. Depois de um tempo a pular de cama em cama um beijo gostoso e sem presa de acabar faz muita diferença, felicidade não é passear de carro ou ir ao motel da moda, felicidade é ter algum que vibre com suas vitórias, te incentive a encontrar a figurinha número cem do Tio Maneco.
Amor é, lembro das figurinhas do Amor é! Você lembra? Eram delicadas e sempre traziam um casalzinho e coraçãozinho com frases tipo: “você é a luz do mundo”. Hoje não há Amor é, amor, creio, está fora de moda, alguém diz que te ama, mas prefere ir para cama com o cartão de crédito da menina linda da loja de conveniências, te ama tanto que nem sente vontade de beijar.
Luis Vaz de Camões escreveu em um dos seus sonetos “é solitário andar por entre a gente”, Cazuza, intencional ou não reescreveu “ solidão a dois de dia”. Dois versos primorosos e nos dão a exata ideia de como estamos sois, de como prestar atenção no outro nesta época de contatos megas imediatos é algo não muito possível.
Ah!!! Mas vale a pena tentar, no coletivo, na sala de cinema, no corre corre da Rua Direita, no ônibus, tudo é tão aí...talvez só falte enxergar melhor quem nos acena no silêncio da vontade de compartilhar vidas sem ninguém deixar de viver a sua .
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br

Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys