Flor de Lis

Era quase noite, mas o sol ainda fazia em sua pele o que em poucos instantes minha língua faria por todo o seu corpo.
Havia alguns olhares indiscretos pela praia, olhares a nos excitar, olhares a provocar o nosso desejo de nos oferecer a indiscrição lasciva de quem quisesse.
Recostou-se em um pequeno coqueiro, olhou-me travessamente sedutora, foi aos poucos suspendendo sua saia toda em branca renda, estava sem calcinha, toda lizinha sua boceta era o que de mais lindo vi sem entrelinhas a sorri para mim, latejando parecia dizer: deixa eu te comer...
Ajoelhei aos pés da minha santa Madalena e com a devoção de um cristo sem salvação a oferecer a ninguém fui beijando-a lentamente até que minha língua escorregou suavemente para dentro dela.
Seu corpo começou a balançar em um delicado se permitir ao que de mim quisesse fazer, suas mãos apertaram minha cabeça por entre suas coxas, sentia o seu cheiro forte de quem si entrega ao outro na febre do gozo sem culpas, era seu gosto a delícia pela qual meu corpo tremia.
Sua voz em sussurro rouco deixava-me entre pisar estrelas e o fogo que transforma todo corpo em carne para servir a si e tão somente o que dela for prazer.
Jogou-se sobre mim, sua língua chupava a minha como quem esquece o mundo, anoiteceu, seus olhos em brasa, sua carne entre meus dentes, suas unhas cravadas em minhas costas, minha pica perdida dentro dela e o tempo nosso fiel cafetão trazia as estrelas para cada uma ser um desejo.
Uma tara em que o encanto do amor não esfriasse a paisagem frágil do sexo, o primeiro a dizer adeus quando o corpo é mais amor que desejo, e nem tão pouco deixar o sexo fazer do amor um menino bobo a masturbar-se no banheiro não com medo da mãe, mas do “Pai Nosso” que sempre castigava tudo o quanto é belo pela carne oferecido.
Ficou de quatro, me pediu para chupá-la, minha língua escorreu por sua deliciosa bunda, chupei tudo com alegria de um moleque em pervertida diversão, ela tremia... Me pedia mais língua dentro do seu corpo.
Ouvimos passos, era um pescador, estava atrás de uma árvore, ela não se assustou, levantou e o viu com o pau duro na mão, se masturbava a nos olhar. Ajoelhou-se e começou a chupá-lo, peguei-a por trás, enfiei minha pica onde antes minha língua estava perdidamente sua, ela gemia, já não mais sussurrava, gritava pela noite quase vazia daquela praia.
Deitei no chão, ela por cima, o pescador jogou-se sobre ela que só gritava e pedia mais. Seus olhos cerrados, seus dentes cravados em mim, sua língua em meu pescoço, o pescador a segurando pelos cabelos, ele ria, ela gemia e eu sentia prazer por vê-la entregue, dando-se por vontade, gemendo por uma santidade deliciosamente Padilha.
De costas sobre mim o pescador deitou-se sobre ela, um cheiro forte exalava dos nossos corpos, era uma espécie de cheiro único de três corpos em perfeita sintonia antropofágica, havia vontade de um devorar ao outro... Não deixar um pedaçinho se quer de fora.
Ficamos ali sendo comidos por ela, sim porque era ela que nos comia, era ela que segurava em nossas picas, era ela que nos tinha presos entre suas pernas, era ela que nunca se cansava, ela gozava, o pescador gozou em sua boceta, ela se debateu violentamente, ele desfaleceu suado, cansado, ela pediu que gozasse em sua boca, fui gozando bem devagar, ela chupando sem pressa minha pica.
E assim foram os dias naquele verão, sem culpa e sem crime... A vida se refez na passagem curta entre dois corpos efervescente por três.
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