Eu + Eu = ?

Aprender a lidar com o outro já é por demais complicado, mas acredite, excetuando-se uma relação narcisista, lidar consigo mesmo é tarefa nem sem sempre prazerosa, no entanto imprescindível se desejarmos enfrentar um mundo que pouco se incomoda com nossos dramas pessoais, com nossas dores de corno.
Enfrentar os próprios demônios, minimizar a tendência a autocompaixão, buscar espaços e não se tornar um trator inescrupuloso, manter a calma e serenidade, tudo isso sem recorrer a receitas mágicas vendias em feiras exotéricas... Será possível?
- Uma Bavária, por favor. Ninguém gosta e não corro o risco de dividi-la. (o egoísmo estes dias está em alta em meu coração que como na música do Arnaldo Antunes e da Alice Ruiz “já não bate nem apanha”.
De uns dias para cá observei o quanto estou me acostumando além da conta comigo mesmo, tenho evitado gente em demasia e fico surpreso como em só viver no presente o passado e seus personagens pouco a pouco vão perdendo a importância.
Meu passado não me pertence, sou tempo do agora, trepo com o presente mesmo se vadio pouco importa , o gozo ainda que bom se ficou no passado por lá mesmo eu jogo mil e uma pá de cal sobre ele.
Traço planos de diálogos comigo mesmo, expondo sem medo minhas fragilidades, chorando pelas madrugadas vou também me refazendo.
Estou mais leve.
“Refazer-se”! Creio, todo mundo deveria ter isso como pauta, refazer-se, inventando-se na negação da rotina.
São 4:00h da manhã, hoje a noite foi da insônia, é quase hora de ir trabalhar, chove e faz frio, vou me reinventar no corpo dos mitos que fiz de minhas inconstâncias, na água gelada do chuveiro.
No meu viver comigo me celebro alecrim, orquídea e sonho de algodão doce, nas pautas da canção de um Bethovem criança cheio de alegria.
http://edineysantana.zip.net
ediney-santana@bol.com.br








Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys