Sou o teu silêncio



Sou o teu silêncio

Amor não delicado

Estrelas que caem quando não

há mais céu para fugirmos

Anoiteceu em meu coração ébrio

da ausência tua

Já é madrugada e nada dorme

no meu consolo

Vago pelo encanto adormecido do amor

nunca por mim nascido

em teus seios

Anjo azul como borboletas enfeitiçadas

a queimarem

o sol na tristeza da solidão

Minhas mãos tremulas

pedem teu bem

Teu bem pede a paz de estar aqui

na distância de nós

Não há mais horas tudo é eternamente

os segundos o qual estamos

No meu abraço teu amor fez-se delicado

como arame farpado

Noite plena de saudade, sem você o

coração bate no acaso

de nada estar

Como podemos sentir saudade

do que é puro como a dor?

Em paixões tudo queima

no eterno outono

Por folhas secas me deixo ao riso

impuro do amor em um só coração

É sentir sozinho o veneno

de gostar por dois

Quando todo universo

conspira solidão

Não durmo sou a sombra a

pairar nas horas

do tempo

No cinza do que um dia

foi o nosso tempo

Nada no mundo existe de verdade,

porque tudo é pré-noite

Ao fim tudo é o que não

vemos ou sentimos

Nada, nada no mundo

existe de verdade

porque tudo é pré- noite

Ao fim tudo é o que não vemos ou sentimos

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ediney-santana@bol.com.br

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