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Promessas

Você já se perguntou quantas promessas fez durante toda sua vida? Quantas foram cumpridas?
Vivemos a fazer e receber promessas. Prometemos a nós mesmos uma série de coisas, como por exemplo: depois do sábado de bagaceira nunca mais vamos beber ou voltar ao bar do vexame. Ledo engano, no próximo sábado lá estamos novamente.
Recebemos de outras pessoas promessas de felicidade e amizade eterna ou ainda da construção do posto médico em nosso bairro esquecido por deus e rejeitado pelo diabo.
Prometer é empenhar palavra e é aí que mora todo o perigo. No dia dia observamos o quanto o dito, mesmo se garantido por escrito, nem sempre se confirma. Quando promessas não se confirmam fica no lugar um sentimento que fomos passados para trás. Só sentimento não, fomos sim. Se fosse na 5ª série um coleguinha diria: “seu Mané”.
O que era promessa virou estelionato. No lugar das pessoas de palavra surgem bisonhos mágicos especialistas na arte do enganar ao próximo como a si mesmos.
No entanto para assegurarmos nossa condição de “pessoa”, prometer e cumprir como também acreditar é essencial para não entrarmos na condição animalesca da mentira como instrumento para se conseguir a custa da boa fé de terceiros a ponte para conquistar promiscuamente o que se quer.
Devemos ficar alertas para não prometermos o que não podemos cumprir, como também não acreditarmos em mirabolantes promessas. Particularmente não acredito (já tive os meus dias de Mané da 5ª série) em promessas feitas na cama, no trabalho, na propaganda política, na igreja. Também não prometo a ninguém que: vou te amar por toda minha vida até que a morte nos separe. Vai que ao cruzar uma esquina eu ou pessoa do momento amada cruzamos com aquele olhar 43 irresistível, como ficamos?




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