Um país encruzilhada

Às vezes imagino o Brasil com um país encruzilhada, parado no meio fico imaginando qual caminho devo seguir, mas também penso nos inúmeros caminhos certos e errados que o próprio país seguiu.
Quando lembro de Paulo Freire,no meio da encruzilhada resolveu seguir o caminho de não viver só para si , com isso ajudou e ajuda milhões de pessoas pelo mundo a saírem do analfabetismo... Emociono-me com o meu Brasil.
Quando olho ao meu lado e vejo o quanto à ignorância é perigosa sinto medo, vergonha de ter nascido em um país no qual o presidente orgulha-se de não ter nunca lido um livro; o orgulho da ignorância é a celebração de um estado permanente de estupidez.
Nos jornais uma menina linda nascida em São Paulo nos chama de sujos e imundos. Penso o quanto não temos mais unidade, o quanto norte e sul se agridem verbalmente, se fossemos um povo dado a ação já não seríamos mais um só país. Menina linda! Tudo que de bonito você tem é efêmero, mas seu preconceito pode deixar marcas profundas, se fosse só ignorância iria te convidar para um dia de paz e festa aqui no nordeste, mas é preconceito, então não há muito a fazer.
Martin Luther king: “leis não obrigam você me amar, leis servem para obrigarem você me respeitar”. Senhores promotores paulista, (enquanto formos um só país) ao trabalho, por favor.
Por outro lado sinto um orgulho danado do país da Embrapa, empresa importantíssima para o desenvolvimento da agropecuária no país, empresa que nos deu o feijão carioquinha, mamão papaia, faz experimentos genéticos para melhorar a qualidade dos alimentos, busca alternativas ao uso de agrotóxicos nas plantações, vem combatendo com eficiência a Vassoura de Bruxa (praga que quase acabou com nossa lavoura de cacau, tantas outras importantes conquista para o real desenvolvimento de um país notadamente agrário, mas não mais rural.
Escolher qual caminho seguir na encruzilhada requer confiança não só em si, mas no próprio país. Minhas crenças no Brasil são sólidas, como um personagem de Sartre sinto náuseas do brasil- administrativo- político tão diferente do país maravilho o qual um dia renascerei.
Sinto um orgulho danado de ter nascido no país de Geraldo Vandré - compositor, enquanto os chicos sonhavam com o amanhã melhor, ele enfrentava os monstros do agora.
A encruzilhada está aqui com seus caminhos, particularmente prefiro aguardar até 1º de janeiro de 2015 para quem sabe voltar a ser feliz. Mas como Vandré vou dando minhas mijadas neste brasil - administrativo- político que é só um urubu cafetão na arte de extorquir e matar o nosso Brasil bonito por natureza e roubado pela cumplicidade de muitos dos seus filhos.
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