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Mostrando postagens de Março 29, 2010

Quando penso em ti sinto saudade de mim

Recentemente li uma crônica-conto intitulada “Anotações sobre um amor urbano” do Caio Fernando Abreu, no texto ele narra de maneira subjetiva à descoberta que estava com AIDS e de como isso mudara sua perspectiva em relação ao seu cotidiano e tudo nele amado ou odiado.
Ao descobrir-se com uma doença fatal o autor passou a enxergar a vida em altorelevo, tudo ganhara importância e as cores do horror das despedidas não programadas e inevitáveis.
Todos os dias há anos cruzamos com as mesmas pessoas e de repente percebemos o quanto estão envelhecidas, vamos ao cemitério da cidade e lemos surpresos as lápides de pessoas as quais conhecíamos e nem sabíamos que haviam morrido, voltamos à antiga rua da nossa infância e quase não somos reconhecidos ou reconhecemos alguém. Tudo isso são sintomas dos nossos amores urbanos, nascidos e envelhecidos ao nosso lado e nem temos certeza se algum desses amores um dia de fato nos foi importante. Caio Fernando Abreu em seu texto estava certo.
Com nossas urgê…