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Mostrando postagens de Abril 1, 2010

“Aparências nada mais”

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Em uma belíssima canção de Márcio Greyck ele canta: “aparências nada mais sustentaram nossas vidas”. A canção narra à vida íntima de um casal (que claro) vive de aparências. Quando em verdade frequenta o inferno de uma relação sem sentido e de autoenganos, fingem para si que estão bem, quando não suportam mais estar um ao lado do outro.
Fico pesando quantas pessoas vivem assim, intimamente arruinadas, mas expondo uma vida de causar inveja a mais feliz e realizada das criaturas.
Creio que a vida em “aparências” surge quando há uma latente vergonha de mostrar-se frágil, vencível ou entregue a uma cegueira emocional que fuzila o senso de realidade. Viver em aparências é um teatro inútil, não se pode estar por muito tempo a amordaçar um grito o qual independente de como enxergamos a nós e ao outro um dia vai explodir.
Passar uma imagem de insucesso ou agonia emocional em um mundo formatizado a celebrar apenas vencedores não importando se esses vencedores sejam aparentes ou não é por demais p…