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Mostrando postagens de Abril 12, 2010

Mariazinhas do meu lugar

Preocupa-me as mariazinhas do meu país que bem não aprenderam a falar já foram caladas pela pedofilia, pelo trabalho infantil, pela gravidez sem pai e sem carinho, por uma escola pública cada vez mais miserável, pela sensibilidade anestesiada, pelas misérias institucionalizadas.
As mariazinhas do meu país sofrem sozinhas, desconhecem o significado prático de palavras como: solidariedade, justiça, afeição e amor.
O único sentimento vivido e o de abandono. As mariazinhas do meu país são meninas mulheres, não sonham, vão vivendo, sinto em mim as dores das mariazinhas do meu país, mas não são dores completas, só quem vive na penumbra de ter como pai e mãe o acaso e quem sente por completo a ausência da alegria, o desejo e o prazer de se estar vivo.
Ontem existia o negro, o branco e o índio, cada um em sua solidão étnica e toda carga de tragédias políticas entre eles, hoje há o branco e o branco de 2º categoria, o negro e o negro de 2º categoria e o índio e sua quase extinção étnica na carica…