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Mostrando postagens de Abril 26, 2010

Cortar Laços

A mãe que amarra o filho na infância e não percebe o quanto ele já adulto não cabe mais no seu superprotecionismo de mãe 24h S/A, o marido a insistir em um casamento há muito adoecido pela indiferença e desejos reprimidos por novos amores, uma amizade afundada em chantagens emocionais a se arrastar na pena dolorosa da dor cúmplice.
São inúmeros exemplos de relacionamentos doentes em estados terminais, mas por algum motivo vão se arrastando em um dueto de dores exatas. Relacionamentos assim são velórios intermináveis, vão gruindo entre escombros, vivos apenas no passado, mas que no presente nada mais significam.
Geralmente de um lado há o chantagista emocional que perdido não consegue enxergar a sua frente outras possibilidades de recomeçar a vida distante das torturas emocionais que já se acostumara, do outro há o benevolente o qual se deixa enredar pelo chantagista emocional e ambos vão se afundando agarrados nos cacos do que há muito já não existe.
Dizer adeus ou cortar laços por mais…