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Mostrando postagens de Maio 29, 2010

1990

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Pertenço à geração dos anos de 1990, a geração sem exageros ideológicos na criação de heróis ou bandidos. Se os anos de 1980 foram o da abertura, os anos de 1990 foi a década da ressaca, vazio e construção.
A máquina política inventora do cotidiano atuou vorazmente até os anos de 1980, destruiu e criou mitos, ergueu sonhos e encarcerou idealismos, deixou todos com a sensação de que tudo estava acabado e nada mais por descobrir ou criar.
Descobriu-se da maneira mais triste que a modernidade já era e que a pós-modernidade é um engodo, uma idade média em que a inquisição lança a todos na rede comum do cansaço em ser gente, ser gente deixou de ser uma novidade e passou a ser rotina, como cadáveres deixados em uma calçada qualquer e servidos à mesa todas as manhãs em programas de TVs pós-modernamente medíocres.
Claro que a máquina da invenção do nosso cotidiano continua atuando, mas hoje com bem menos força, essa máquina tem que lidar com os “monstros” inventados por ela. A tecnologia criada …