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Mostrando postagens de Dezembro 5, 2010

Que falta me faz um Xodó

“Que falta eu sinto de um bem/ que falta me faz um Xodó/ mas como eu não tenho ninguém / eu levo a vida assim tão só/Eu sou quero um amor/ que acabe o meu sofrer/ um amor pra mim/ do meu jeito assim/ que alegre o meu viver”. Esses versos foram escritos por uma das grandes damas da canção nordestina: Anastácia. Versos que musicados por Dominguinhos ganharam o país. Se Marinês é a voz que mais sintetiza o canto nordestino, Anastácia e a poética dessa voz, poética de um povo que diante a melancolia de um futuro incerto fez do presente o dia “H” da única possibilidade de vida. Viver no agora é a sina de todo nordestino, sem, contudo perder de si a tal saudade lusitana ou o banzo que afogava em melancolia os corações africanos aqui transformados em escravos. O banzo dos escravos africanos era a forma mais perversa da saudade, porque era uma saudade que não podia ser revertida em reencontro com a distante e amada África. Anastácia escreveu muitas canções nas quais o tema era a saudade do norde…