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Las plagas

Quando julgamos outras pessoas tendo como parâmetro nós mesmos estamos sendo preconceituosos. Cada indivíduo tem em si sua parte de livre criação, seus próprios desejos e anseios, não são como espelhos para refletir tão somente nossas vontades. Uniformizar vida é uma estupidez.
Por outro lado tender para a pluralidade dos indivíduos e universalização da vida ao que parece nunca esteve na ordem do dia, a ordem de sempre é: controlar, tornamos iguais em nossas fragilidades.
A depender dos interesses em jogo nesta equação que brinca com nossas vidas pode-se ter qualquer resultado, como uma bomba de estupidez explodindo em salas de aulas ou em uma novíssima e salvadora verdade vendida a prazo em suaves prestações iguais no cartão de crédito.
A vida vai perdendo seu significado universal para a ditadura do individualismo sobre a existência a qual deveria ser sempre preservada em sua essência que é a pluralidade. Tudo isso leva a preconceitos generalizados que tão somente é a negação do outro, a escravidão moral, sexual, ética e cultural do outro pela via selvagem do individualismo.
Santificada está sendo nossa crença no viver por viver, no estar por estar, no cometer crimes e sairmos impunes, santificada está sendo a torpe alegria dos bobos na corte dos fantasmas, na relia dos cretinos, impiedosos, se arvoram donos de tudo, querem regular nossos risos, quem devemos amar ou trepar, gente louca, mas competentes na manipulação racional das nossas paixões diárias.
ediney-santana@bol.com.br

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