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Por onde anda teu coração?

Por onde anda teu coração? Seja lá por onde ele andar cuidado! Conviver consigo mesmo já não é muito seguro quanto mais estar em outra emoção de pessoa ou causa que não tua felicidade pessoal.
Com o mito Grego sobre o amor aprendemos que Eros (Cúpido para os romanos), filho de Afrodite (Vênus) e Ares (Marte), se apaixonara por Psique (Alma), Afrodite sente inveja da beleza de Psique e a afasta do filho, para piorar Afrodite deixa em companhia de Psique a Tristeza e Inquietude. Eros implora a Zeus que traga Psique novamente para sua companhia, Zeus o atende, então Psique e Eros se encontram novamente e vivem felizes mais ou menos para sempre.
Quem é sua Psique ou seu Eros? Entre vocês há uma Afrodite invejosa? Quando nosso coração bate feliz (como escreveu Braguinha), pode encontrar indesejadas parceiras como a Tristeza e Inquietude, parceiras a nos ter reféns por causa de uma Afrodite desassossegada consigo mesma.
Tudo isso não só pode acontecer entre um relacionamento amoroso homem mulher ou mulher mulher, homem homem, mas também em vários lances das nossas vidas, estamos quase sempre cercados pelos ásperos corações do mundo, nossa luta é não nos tornamos ásperos corações como também guardar em nós a porção Psique e Eros que cada um traz consigo, saber o quanto de Afrodite o mundo impõe a nós e que o “sorriso da sociedade” está quase sempre nos lábios de Afrodite poucas vezes no de Eros ou Psique.
Outro mito grego fala que o Amor teve os olhos furados por sua Irmã Loucura, então Zeus puniu Loucura fazendo dela guia do Amor por toda eternidade, ficando assim o Amor além de cego guiado pela Loucura.
Grandes atos de amor quase sempre vêm juntos com atos de desprendimento. Alguém que acaba de formar-se em medicina, abre mão de uma super clínica oferecida pela mãe, médica renomada, e vai rumo ao interior da Amazônia cuidar da população ribeirinha, um Milton Nascimento que bem poderia ter entrado sozinho para história como maior nome da canção mineira, mas fez um Clube da Esquina e nos apresentou vários outros grandes nomes.
Quantas história de amor sabemos e pensamos ser atos de loucura? Atos de amor estão cada vez mais raros, atos como de um professor que outro dia na vi TV, abriu uma Ong para combater o analfabetismo, história que me inspirou a fazer o mesmo e um dia vou fazer.
Certa vez às quatro da manhã na Barroquinha (Centro Histórico de Salvador) estava eu e um amigo, de longe avistamos um aglomerado de pessoas, pensamos ser briga, ao chegarmos perto era um grupo jovem de uma igreja evangélica distribuindo lençóis e comida para moradores de rua, pensei comigo: “nós lá no Pelourinho bebendo todas e esses caras aqui com mesma idade nossa fazendo caridade”. Amor, “é amor que faz eu pensar você e esquecer de mim.”
http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br
Ps- Escrito ao som de “É o amor” na voz de Zé de Camargo e Luciano.





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