Do amor ao amar

Amar é não deixar na vida de outra pessoa a responsabilidade de nos fazer felizes, é não se perder no gostar do outro tentando nos encontrar em uma vida que não é a nossa. O amor adoece quando se ama mais um coração alheio que ao seu próprio.
Não se pode amar para além de si sem adoecer quem não tem por si mesmo respeito. Só pode amar alguém quem se respeita com ser de amor.
Amar outra pessoa é antes de tudo uma prova de amor a si mesmo, não se pode amar sozinho, amor é parceria voluntária, amor que aprisiona é caminho certo para solidão, brigas e angústias.
Amor é sentimento voluntário, quem ama ,ama porque quer, ninguém é refém do amor de ninguém. Se deixar amar também é um ato voluntário, ninguém é refém do amar de pessoa alguma. Amor não causa dor, tudo que rima com dor não pode trazer felicidade.
Ser feliz na parceria de dois corações é saber negociar liberdades, respeitar a fronteira do que é individual e do que só tem razão a dois.
Amor á construção nunca acabada, amor é o que sempre traz alegria, a ausência do amor é dor e vazio.
O amor não é romantismo, romantismo é sentimento egoísta, o amor é solidário. Saber-se amado é revelar-se ao mundo em alegria, amar é a maior das alegrias. O amor não possui, não está na aparência, amor é o essencial que só o coração sente.
O amor não acaba com o fim do tesão, da grana, da saúde, o amor sincero é solidário e companheiro, não envelhece com o corpo.
Se você ama alguém diga-lhe agora, antes que ele morra, o amor é vida e não morte. Não se sinta sozinho, em algum lugar alguém te espera, todas criaturas da Natureza nasceram para o amor.
O tempo todo se ama e se nega amor, mas só o amor que foi sincero quando se vai deixa em seu lugar o respeito.
Nunca estamos sozinhos, se dentro no silêncio do nosso espírito guardamos a excelência de uma vida em amor.
A vida é o equilíbrio entre o bem e o mal, a dor e serena alegria, o ter e a possibilidade da perda, a angústia da impotência é a explosão da alegria de sermos vencedores.
Não reclame pelos que te abandonaram, riram dos teus sentimentos, da solidão que parece in-finda. Aproveita esses momentos de solidão e busque entender os novos caminhos, as pessoas boas a baterem em tua porta, abre teu coração a quem ama com o coração. O amor só é amor se for de coração a coração.
Amar é sempre soma, nunca divisão, quem ama não se anula, não se diminui, não rasteja, não implora atenção, quem ama não escraviza ou machuca.
Quem ama cuida do ser amado, quem ama não apaga a própria história para viver na história de pessoa alguma.
Quem ama sente saudades, vai ao cemitério levar flores a um grande amor que se foi, mas não deixa de viver. Amor é solidariedade, compaixão, gentileza, alegria e bondade.
Amar é se entregar sem se perder, é cuidar do outro sem se abandonar ao desprezo, é ser individual sem ser egoísta. Quem ama, ama primeiro a si mesmo, o amor é bem que em dois corações faz bem para todo mundo.
Ficar sozinho não é o fim do mundo, estar na cama com a solidão também é uma ótima oportunidade de nos reavaliarmos, nos fazer parte da nossa própria história que talvez a deixamos apodrecer em algum coração egoísta.
Esquece o passado, viva tudo no agora, o passado é um péssimo conselheiro, a única coisa que aprendemos com os erros é o quanto fomos estúpidos, centre tua vida nos acertos e não nos erros, lamúrias não fazem bem algum.
Torna-te excelência de tua vida, como pode amar se parece viciado em angústias, mágoas, rancores e autocomplacência?
Só ama quem aceita o outro como ele é, o amor não é preconceituoso, não quer alma gêmeas, não faz do ser amado sua imagem e semelhança.
De tudo que sei, vivi, poucas vezes encontrei amor, tão pouco fui amado, sei que algum lugar o amor está, sincero e sereno a esperar por mim, o amor se manifesta de várias maneiras, a mais sublime é o amor que chamamos solidariedade.
PS-Artigo escrito ao som de “Guantanamera”, poema de José Martí e música Josito Fernandez na voz de Joan Baez






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