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Honestidade

Como em um passe de mágica ruim pessoas se transformam em “atores” e já não se sabe quando involuntariamente somos transportados para um “teatro” de cretinas emoções ou estamos na presença de corações sinceros.
Honestidade rima com transparência, respeito a si mesmo e as emoções alheias. No mundo no qual o ter precede a essência e para se ter tudo é válido, o que sentimos, nossas virtudes são desrespeitadas diante o desejo criminoso da posse.
O resultado disso tudo são corações ilhados, cismas diante sorrisos que mesmo sugerindo espontaneidade e beleza nos apavora a possibilidade de ser tudo falso.
Nos tornamos forasteiros das nossas próprias emoções, uma vontade de abrir os braços e ter o mundo em nós, mas ao mesmo tempo nos ilhamos em nossa relativa segurança de não sermos coadjuvantes no palco medíocre de corações tão tristemente competentes em mentir e enganar.
Mas há ainda alegria de ser gente ou como cantou Caetano Veloso: “gente é outra alegria”. Desistir desta alegria de ser e viver gente é nos negar a participação no bem maior dessa nossa vida: o bem de em parceria construirmos nossa história.
Não há história que se construa sozinha, tudo passa por múltiplas leituras de quem somos e de quem buscamos ou encontramos pelo caminho, só somos se somos a soma de tantas outras criaturas da natureza.
Somos um saco ambulante de emoções, nos sacralizamos no bem ou mal da vida, são dois caminhos que por vezes seguimos involuntariamente, mas dor sempre dói, com perdão da aparente redundância, essa dor que dói é parceira aos nos colocar frente aos espelhos que reflete tudo que somos e sem piedade ou compaixão nos mostra todas nossas faces, faces divinas e outras demoníacas.
Nos encarar de frente, sem medo dos abismos ou das paixões fúteis é honestidade, saber que tudo é frágil ... Sobretudo nossas verdades, estar aberto ao tempo de sermos nessa alegria de sermos honestamente: gente!!!!
ediney-santana@hotmail.com
http://edineysantana.zip.net/
Texto escrito ao som da voz lindíssima de Marília Medalha em parceira com a poesia de Vinicius de Moraes.









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