Óbvio senhor

Ora, o bem é o bem e o mal é o mal. isso parece ser óbvio, mas aqui em nosso paraíso sem pecados ou constrangimentos não é.
Por aqui nestas terras de El- rei da balbúrdia o bem pode se aliar ao mal, o mal por sua vez pode ser esboçado como caminho para o bem.
A justiça? Quem é justo corre  sério risco de ser mal visto, ser isolado como um sujeito problema ou pior sujeito- objeto.
Ser bom ou mal no contexto exato dessas palavras são decisões simples, mas não no Brasil em que quase todas as ações tem segundas e quintas intenções, infernais quintas intenções. Vá ser justo, corte na própria carne, diga ao Brutus do teu dia dia o que Julio Cesar disse: “o problema, Brutus, não está nas estrelas”. Aja com justiça apenas duas horas por semana e seu mundo vai desabar.
Justiça, bem e mal três entidades semânticas, no entanto só uma delas não admite meio termo: a justiça. Não se faz meia justiça, justiça é impessoal, o bem e o mal não são. Bem e mal são coisas estúpidas aceitam negociatas e perdões sem sentido ou com duplo sentido.
O óbvio nem sempre se faz presente. Enquanto o individualismo cidadão for um monumento nacional, o mal que não é mal e o bem que não é o bem será sempre o manual da nossa cidadania.
ediney-santana@hotmail.com
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Ps- Escrito ao som da voz de Carla Bruni









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