“Sou o que sou e isso é tudo que sou”

Nietzsche certa vez escreveu: “o homem pode suportar qualquer o quê se tiver o porquê”. Ter o porquê na vida é condição essencial para nela existirmos plenamente e não sermos coadjuvantes na nossa própria existência.
Sem ter um sentido o que é a vida? Certamente estranhamento e cansaço, litígio entre o que somos e que desejamos profundamente. Desejos assentados sobre a linha do horizonte, perdidos entre o infinito e nossa falta de sentido em estarmos vivos.
Negarmos nosso ser, lutarmos contra nossa natureza também é uma maneira de automutilação, sem nos entendermos ou aceitarmos não poderemos nos projetar com segurança na vida como existência plena.
Na luta eterna contra Brutus para proteger sua amada Olivia Palito, Popeye, o marinheiro, sempre diz “sou o que sou e isso é tudo que sou”. Popeye aqui nos da uma lição de como nos encararmos, sem remoço, nos aceitarmos como somos e assim enfrentar “o quê” colocado por Nietzsche como obstáculos tanto físicos como emocionais.
Cada pessoa tem sua própria natureza, é um ser único que tem de lidar com um sistema social- político o qual tenta a todo custo nos igualar negando nossa diversidade humana, para isso o instrumento mais usado é o esmagar do nosso ego, tenta nos fazer crer o quanto somos parte doente de toda superestrutura montada para enganação coletiva.
Dá sentido a vida, cultivar a harmonia entre nossa natureza individual e nosso ego, não temer ser o que somos é condição mais que necessária para nesta vida estarmos felizes como nossa Olivia Palito ou Popeye mantendo o programável ego doente (Brutus) longe de nós.
ediney-santana@hotmail.com
http://edineysantana.zip.net/
Artigo escrito ao som de Thunder Road com Bruce Springsteen







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