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Mostrando postagens de Janeiro 22, 2011

No mesmo coração

Hoje beijei uma menina, uma menina linda. Temos a mesma idade e corações com manias parecidas, parece ter dentro de si todo outono da vida sem se perder em vã tristeza, isso se alguma tristeza for vã. Mora ela há uns dois quilômetros da minha casa e há uns quinhentos metros do prédio o qual passei minha infância, crescemos na mesma rua, amigos comuns, mas nunca havíamos nos cruzado ou trocado ao menos uma olhar sem pretensão mais que um “bom dia”. Talvez você viva em uma cidade grande e nada disso faça sentido, mas para mim é estanho saber que logo ali perto alguém crescia embalada pelas mesmas toadas de juventude e nunca nos cruzamos. A solidão não é mais exclusividade das pessoas e suas capitais como bem cantou Belchior, a solidão ferve em qualquer canto, em qualquer presépio de cidade. Andar pelas ruas, sempre enfrente e sem motivos para olhar ao lado e dizer: “oi!” Acho estranho quando encontro alguém que vive perto de mim e pergunta: “nunca mais mandou um e-mail, já tem MSN? Abandono…