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Mostrando postagens de Fevereiro 28, 2011

Cantina da Serra e outros carnavais

Lá fora há muitos fantasmas, todos parecidos com os que um dia devorei em deliciosas luxarias, mas hoje são menos que cadáveres, são fantasmas. Bate a minha porta um anjo de muitas cores e pouco coração, lanço confetes e serpentinas. Vivo minha própria alegria, hoje sei que para ser sempre carnaval no meu peito e nunca acordar em uma triste quarta de cinzas tudo que sou e devo ser é amor inconteste por mim mesmo, me desfaço em cristais de gelo na palma ácida do acaso, se o acaso por ser dor, há nele também a possibilidade da alegria. O tempo do sonho é o tempo concreto de estarmos felizes, vai-se vivendo como se pode, os degraus são muitos, a sensibilidade um crime. O acaso que sou tem dias de profunda alegria, me masturbo no descompromisso de outro que não eu fazer feliz, o tédio de estar em outro corpo nos revela a inúmeras possibilidades de sermos felizes sozinhos. Escrevo livros, desejo o bem universal e a noite estou sozinho com meu profundo amor, pouco me importa se tudo se vai neste…