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Mostrando postagens de Março 9, 2011

Não há namorados no jardim

Quando criança meu pai me levava a Praça da Purificação (Santo Amaro-Ba) ou Jardim como ele dizia. Era comum encontrarmos casais de namorados sentados nos bancos da Praça ou quase grudados nos postes de iluminação trocando carícias que aguçavam a imaginação no início da minha puberdade nos anos de 1980. Hoje quase não vejo mais namorados na Praça, mãos dadas é peça arqueológica, demonstração pública de carinho é mais que fato raro e namorar me parece um pouco fora de moda. Namorar é dar tempo para o amor chegar, ter com o outro cumplicidade e se permitir ao dialogo, abrir o coração na expectativa de estar com alguém que pode virar nossas vidas pelo avesso sem nos machucar, nos revelar na excitação da cumplicidade outros caminhos que quando percorridos juntos tornam tudo mais leve. Namorar é um lento revelar-se e nada é mais fora de moda que isso. Vivemos no tempo o qual a máxima intimidade é uma rapidinha em um motel em roteiro previsível. Para mim o maior contato íntimo entre duas p…