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Mostrando postagens de Abril 26, 2011

“Toda maneira de amor vale a pena”

Os poetas românticos inventaram o amor, em especial o amor idealizado como o conhecemos: amar alguém em profundo idealismo negando ao próprio amor que se manifeste tal como é e seja apenas uma sombra do ego apaixonado e irracional. Quase sempre agimos assim idealizando em outras pessoas virtudes as quais desejaríamos encontrar em nós mesmos, não suportamos a ideia de que o drama e a comédia são as duas faces da nossa santidade de vidro. Neste amor idealizado, tudo que amamos amamos primeiro em nós, do coração do outro fazemos casinha de papel que diante a menor contrariedade do nosso desejo romântico de posse incendiamos, o que era amor transformar-se em indiferença em braços dados com o ódio.
Lembro há muitos anos minha amiga Lena se correspondia por cartas com um homem, não havia internet, levava dias para uma carta ir e voltar, tudo que sabia um do outro estava nas cartas, trocaram uma ou duas fotos.
Um dia o homem apareceu, a vida simples de Lena, rosto maltratado por anos de traba…