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Mostrando postagens de Maio 9, 2011

Da alma leve

Durante uma chuva para me abrigar entrei em um pequeno bar, fui praticamente expulso, a dona enfurecida gritava que ali era sua casa e não abrigo. Sair na chuva, andei lentamente, chovia muito, cheguei todo molhado em casa, documentos estragados, alguns dias de garganta inflamada e a amizade sempre às seis da tarde durante três dias de uma febre dengosa. Nada disso doeu muito, o que me deixou alguns dias meio anestesiado e com sorriso escondido foi constatar o quanto caminhamos a passos largos para um mundo de profunda intolerância. Em momentos assim penso duas coisas: versos de Augusto dos Anjos- “O homem que nesta terra miserável /Mora entre feras, sente inevitável/ necessidade de também ser fera”. A outra coisa: sair na chuva, juntar os pedaços para não fazer da razão dos canalhas a minha razão. ediney-santana@hotmail.com
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