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Mostrando postagens de Junho 29, 2011

Quando não morrer

Q Se do outro lado existir algo, coisa que duvido, quando morrer sentirei saudades dos fins de tarde em chuva preguiçosa os quais fico quietinho no meu quarto ouvindo música bem baixinho. Adoro finais de tarde em dias cinza, com essas chuvas que nos dão preguiça na alma, parece nos ninar a natureza. Sentirei saudade de sentar nas escadarias da igreja da Purificação nos finais da tarde, adoro olhar as pessoas de volta do trabalho quando trazem embrulho de pão nas mãos. Sentirei saudades da saudade que sinto da minha velha vó torando café no quintal, de como abraço de vó é bom, do cheiro da nossa pobreza que nunca foi miserável. Saudades das coisas invisíveis: amor, ternura, gentileza, carinho e solidariedade. Essas coisas não devem existir além vida, seriam inúteis por lá. Quando morrer sentirei saudade das noitadas inocentes, dos anos de 1990 nos quais éramos virgens e comíamos todas as mulheres entre nossos dedos santificados por um pecado criado por deus para nos alegrar os dias. Fui um ga…