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Mostrando postagens de Julho 5, 2011

Amores com Hieronymus Bosch

Canibais que trago em mim são fragmentos de antigos amores insepultos ao sol poente. Há no calor de vossa língua mil formigas enamoradas do meu sangue mel em dores. Tudo que te ofereço é desassossego: amor. Palpitações e suores inundarão teu coração em desassossego. Se "chama" o amor que da cama vossa me terás em tortura, vampirizo gota a gota o sêmen que abortará o de mim renascido no submundo dos teus medos.   Com teus cabelos farei papel carbono ao céu negro copiar o luar destilados dos meus olhos. Mergulho no vosso corpo quente. Bebo em vinho a delícia do teu umbigo untado pela seiva da minha alegria canibal. Em que deitas a cama fria dos encontros? Ferve ao horizonte duas mil víboras, foram nossos sonhos mais que estúpidos. De te fiz ninho para minhas inquietações, fiquei grávido de escorpiões siameses, do amor que tu me deste  vidro o fiz beber. Sopro ao vento do amor melhor por ti pólen livre quando em por nós prisão e suicídio. Mas você é tão linda, tem meu sexo tatuado em…